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Vantagem do Palmeiras só foi revertida 5 vezes na história da Libertadores

River Plate, adversário do clube alviverde nesta noite, foi justamente o último clube a alcançar o feito, em 2017

Por Da Redação Atualizado em 23 set 2021, 20h38 - Publicado em 12 jan 2021, 11h12

A vantagem de três gols de diferença construída pelo Palmeiras para a decisiva partida desta terça-feira, 12, às 21h30 (de Brasília), no Allianz Parque, pode ser considerada uma missão improvável, quase impossível, para o River Plate. O feito, no entanto, já ocorreu na Copa Libertadores da América e, pela última vez, foi protagonizado pelo próprio time argentino.

Em 2017, após perder a primeira partida das quartas de final para Jorge Wilstermann-BOL por 3 a 0, em Cochabamba, a equipe de Marcelo Gallardo conseguiu uma histórica vitória por 8 a 0, em Buenos Aires, com cinco gols marcados pelo atacante Ignacio Scocco. O Grêmio terminou como campeão naquele ano.

Apesar de histórica, a superação já alcançada pelo River é considerada atípica, só aconteceu outras quatro vezes desde 1989 quando a competição adotou o atual formato eliminatório, com oitavas de final, quartas, semi e final: Universidad de Chile, em 2012, Bolívar, em 2000, Cerro Porteño, em 1999, e Sporting Cristal, em 1993.

“Os comentários que fazem dão a entender que o time é um desastre, e não é assim. Somos um time que cometeu erros em dois jogos importantes, não queríamos ter cometido esses erros, e isso nos faz atravessar essa situação. A questão é não entrar em desespero e tampouco acreditar que somos um time ruim, sem criatividade, que facilmente é batido”, disse Gallardo, em entrevista coletiva realizada na véspera do jogo.

Após seis anos de trabalho, Gallardo pede reconhecimento ao River e seus 12 títulos conquistados no período, entre eles duas Libertadores, em 2015 e 2018, mas reconhece que a missão é muito difícil. Neste ano, o Palmeiras só sofreu três gols em uma única partida, na derrota por 3 a 1 para o Coritiba, em 14 de outubro, que culminou com a demissão do técnico Vanderlei Luxemburgo.

Mesmo assim, o placar seria insuficiente para classificar os argentinos, que precisam de, pelo menos, uma vitória por 3 a 0 para levar a decisão para os pênaltis. Outro fator relevante e favorável aos brasileiros é que desde a chegada de Abel Ferreira a equipe tem retrospecto quase perfeito como mandante: oito vitórias e somente um empate.

Incomodou os argentinos um polêmico mosaico preparado por uma das organizadas do Palmeiras com o termo “glória eterna”, seguido pelo desenho de duas taças Libertadores, alusivo a conquista do clube de 1999 e a um possível bicampeonato neste ano. O jornal argentino Olé repercutiu dizendo: “O Palmeiras armou seu estádio com uma Libertadores a mais”.

Para a partida, Abel não poderá contar com o atacante Gabriel Verón, que sofreu uma lesão na coxa esquerda, além do volante Patrick de Paula, suspenso. Eles se juntam a Felipe Melo, Wesley e Luan Silva, que se recuperam de lesões com prazos maiores de recuperação. O River, por sua vez, não contará com o meia-atacante colombiano Carrascal, expulso no jogo de ida.

As viradas após derrotas por três gols de diferença:

2017, quartas de final

14/09 – Jorge Wilstermann 3 x 0 River Plate

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21/09 – River Plate 8 x 0 Jorge Wilstermann

2012, oitavas de final

03/05 – Deportivo Quito 4 x 1 Universidad de Chile

10/05 – Universidad de Chile 6 x 0 Deportivo Quito

2000, oitavas de final

03/05 – Nacional 3 x 0 Bolívar

10/05 – Bolívar 3 x 0 Nacional (5 x 3 nos pênaltis)

1999, quartas de final

05/05 – Estudiantes de Mérida 3 x 0 Cerro Porteño

12/05 – Cerro Porteño 4 x 0 Estudiantes de Mérida

1993, oitavas de final

07/04 – El Nacional 3 x 0 Sporting Cristal

14/04 – Sporting Cristal 4 x 0 El Nacional

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