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Torcida do Boca repete gestos racistas e amplia casos na Libertadores

Torcedores argentinos voltaram a imitar macacos em direção aos corintianos; clube paulista já cobra Conmebol por punição em novo Código Disciplinar

Por Da redação Atualizado em 18 Maio 2022, 10h19 - Publicado em 18 Maio 2022, 10h09

O Corinthians informou nesta quarta-feira, 18, que fará uma reclamação formal à Conmebol pelo novo caso de racismo sofrido por seus torcedores no empate por 1 a 1 diante do Boca Juniors, em Buenos Aires. Assim como no confronto do último dia 26, em São Paulo, torcedores do clube argentino imitaram macacos em direção aos corintianos. O registro foi feito por presentes em La Bombonera e circulam nas redes sociais.

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“O Sport Club Corinthians Paulista considera inaceitáveis as manifestações de racismo da torcida do Boca Juniors, bem como o tratamento dado à sua torcida na chegada do estádio La Bombonera, o que retardou a ocupação dos lugares reservados a ela ao longo de toda a primeira etapa”, explica o Timão em nota.

“O clube vai protocolar reclamação formal à Conmebol para apuração de responsabilidades e punições, além de requerer ações preventivas nos próximos jogos”, completa em outro trecho.

As cobranças sobre a entidade ocorrem pela decisão anunciada no último dia 29 de abril em que a própria Conmebol repudiou os recentes casos de racismo nas partidas da Libertadores e anunciou que promoverá mudanças na regulamentação para aumentar e endurecer as penalidades”.

Na ocasião, multou o River Plate em 30 mil dólares (cerca de 150 mil reais) como punição pelo gesto racista feito por um de seus torcedores na partida pela Libertadores contra o Fortaleza, no último dia 13 de abril, no estádio Monumental de Nuñez. A equipe argentina venceu o confronto por 2 a 0 com gols de Enzo Fernández e De La Cruz.

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O novo Código Disciplinar da entidade sul-americana agora prevê multa mínima de 100 mil dólares (500 mil reais). Além disso, qualquer jogador ou dirigente que “insulte ou atente contra a dignidade humana de outra pessoa ou grupo de pessoas, por qualquer meio, por motivos de cor de pele, raça, sexo ou orientação sexual, etnia, idioma, credo ou origem, será suspenso por um mínimo de cinco jogos ou por um período de tempo mínimo de dois meses”.

As punições também podem afetar o mando de campo, impondo portões fechados para clubes punidos.

No último dia 26, um torcedor do clube argentino, Leonardo Ponzo, foi detido pela polícia na Neo Química Arena por imitar um macaco durante a vitória por 2 a 0 do Corinthians sobre a equipe argentina, em confronto pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores. Ele deixou a delegacia após pagamento de 3000 reais de fiança, realizado pelo consulado argentino, segundo apuração do jornal Folha de S.Paulo.

Torcedor do Boca detido por racismo na Neo Química Arena
Na Neo Química, torcedor argentino foi preso por injúrias raciais – Fernando Bizerra/EFE

Além dos episódios de racismo envolvendo Corinthians e Fortaleza, casos semelhantes também se repetiram por parte de torcedores do Emelec diante do Palmeiras, no Equador, do Estudiantes contra o Red Bull Bragantino, na Argentina, e Universidad Católica contra o Flamengo, no Chile.

Vale lembrar que o Corinthians está envolvido em outro episódio de racismo, mas desta vez com a acusação ao lateral-direito português Rafael Ramos. O meio-campista Edenílson, do Internacional, afirmou ter sido chamado de “macaco” pelo jogador no empate por 2 a 2 entre as equipes no sábado, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

Edenílson, do Inter, disse ter sido chamado de
Edenílson, do Inter, disse ter sido chamado de ‘macaco’ pelo lateral do Corinthians – Premiere/Reprodução

O jogador português foi autuado em flagrante por injúria racial e liberado após pagamento de fiança de 10 000 reais. O caso ainda segue em investigação.

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