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Tite explica mudança de estratégia em vitória magra sobre o Chile

Em coletiva após triunfo com atuação decepcionante, treinador citou questões táticas e valorizou sétima vitória nas Eliminatórias

Por Guilherme Azevedo Atualizado em 23 set 2021, 17h21 - Publicado em 3 set 2021, 12h07

O Brasil venceu o Chile por 1 a 0, em Santiago, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, na última quinta-feira, 2. Sem muito brilho, a seleção segue com 100% de aproveitamento na competição e encaminha, cada vez mais, a vaga no Mundial do Catar. Criticado de maneira dura por boa parte dos torcedores redes sociais pela atuação da equipe, sobretudo no primeiro tempo, Tite explicou qual foi sua estratégia.

O confronto contra a seleção chilena foi a única partida do Brasil com menos posse de bola do que o adversário nestas Eliminatórias. O time, por outro lado, além do resultado positivo, criou mais grandes chances e finalizou mais vezes na direção do gol, segundo o site SofaScore. Questionado por PLACAR sobre a estratégia adotada para o jogo, Tite respondeu: “Foram tempos muito diferentes. No primeiro, a gente sabia que o Chile seria acelerado, eles iriam em busca do resultado, a tabela mostrava isso”, iniciou Tite.

“Então, fizemos uma marcação alta, subimos três jogadores para tirar essa saída de bola deles. Em algumas situações, como, por exemplo, bola na mão do goleiro, nós descemos a linha até o meio-campo e deixamos o adversário com a bola em uma zona morta. Para que, assim, eles tentem o passe e nós com Neymar, Vinícius, Paquetá, um lateral e Bruno Guimarães puxássemos o contra-ataque”.

Durante a primeira etapa, a equipe sofreu com as investidas chilenas. “O Chile sofreu com essa posse de bola em demasia, mas corrigiu e apresentou um volume intenso. Nós, por outro lado, conseguimos neutralizar as infiltrações e eles finalizaram até bastante, mas de longa ou média distância, a não ser uma que teve impedimento.”. Os números vão ao encontro do dito por Tite: os chilenos finalizaram nove vezes de fora da área e apenas três de dentro. Weverton, goleiro brasileiro, contudo, trabalhou e realizou três grandes defesas.

Para o segundo tempo, o Brasil voltou com mudanças na peça e em postura. O auxiliar técnico Cléber Xavier comentou sobre as alterações: “No segundo tempo, com uma entrada de um meia por dentro, com o Everton (Ribeiro), fazendo a função que o Paquetá iniciou. A entrada do Gerson, no lugar do Bruno que estava amarelado, foi para segurar o ritmo, com um jogador que controle bem a bola.”. O meio-campista ex-Flamengo fez sua estreia na seleção brasileira e afirmou após a partida que o êxito no Chile valeu mais do que os próprios três pontos. Além de Gérson, Matheus Cunha estreou pela equipe principal do país.

Por fim, Tite citou indiretamente os 12 desfalques que teve por conta do veto aos atletas da Premier League e o Zenit, da Rússia, e ressaltou a falta de entrosamento do time. “Oportunidades nós tivemos, mas faltou um pouquinho de coordenação dos movimentos. Faltou um pouquinho mais de entrosamento, numa equipe que mal se ajustou, que nunca jogou junto, no primeiro e no segundo tempo.”

O Brasil volta a campo contra a Argentina no próximo domingo, 5, na Neo Quimica Arena, em São Paulo. O embate será o reencontro das equipes após a final da última Copa América, que terminou com vitória do time argentino por 1 a 0 no Maracanã.

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