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Tite diz que gostaria de revanche com a Bélgica: ‘Orgulho próprio’

Técnico da seleção admitiu querer reencontrar algoz da Copa de 2018 e respondeu sobre ações do filho favoráveis a conteúdos críticos ao movimento LGBT+

Por Da Redação Atualizado em 29 out 2021, 12h55 - Publicado em 29 out 2021, 12h47

O técnico Tite admitiu nesta sexta-feira, 29, ambicionar uma revanche contra a Bélgica, seleção que eliminou o Brasil na Copa de 2018, na Rússia. Em entrevista coletiva, realizada na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro, o treinador afirmou que projeta o reencontro motivado por “orgulho próprio”. Ele também foi questionado sobre como reagiu ao comportamento de seu filho e auxiliar, Matheus Bacchi, que recentemente curtiu publicações nas redes sociais com conteúdo crítico ao movimento LGBT+, a imprensa e ao isolamento social.

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“Bélgica. O primeiro por uma questão de orgulho próprio. O segundo, Itália. Porque um me retirou da Copa em um jogo que eu queria ter a oportunidade de ter mais tempo, no mínimo a prorrogação. E aí fica o sentimento. A Itália foi campeã (da Eurocopa), o mais alto escalão de enfrentamento que podemos ter”, disse.

Tite mencionou os belgas quando perguntado sobre com qual seleção tem vontade de jogar amistoso. O Brasil foi eliminado pela seleção europeia ao perder por 2 a 1 na ocasião, nas quartas de final.

Bélgica superou o Brasil na Copa de 2018 -
Bélgica superou o Brasil na Copa de 2018 – Michael Regan/FIFA/Getty Images

Sobre o nível do futebol sul-americano, o treinador foi curto: “O que a gente pode avaliar é o nível das eliminatórias europeias e o nível das eliminatórias sul-americanas. São fáceis? Talvez. Jogar contra o Peru lá é fácil? Jogar contra a Bolívia na altitude é fácil? E contra Liechtenstein? Posso recuperar aspas do Mourinho falando que difícil são as eliminatórias sul-americanas, não as europeias”.

A seleção foi convocada nesta sexta-feira, 29, para a Data Fifa de novembro. Os 23 nomes anunciados enfrentarão a Colômbia e a Argentina, respectivamente, nos dias 11 e 16 do próximo mês. Em decorrência do calendário do futebol brasileiro, atletas que atuam no Brasil não foram convocados, com exceção ao nome do goleiro de 21 anos Gabriel Chapecó, do Grêmio.

Além de explicações importantes como o retorno de Philippe Coutinho, ele precisou reafirmar a intolerância à homofobia e outros preconceitos na CBF.

“Colocaste e não trouxeste para mim na medida que sou pai do Matheus. Todo preconceito… E me foi perguntado em termos raciais um tempo atrás em relação os técnicos negros. Todo preconceito não deve existir, estamos num processo de igualdade na sociedade, seja de cor, raça ou sexo. Quem pode olhar na sequência aquilo que foi manifestado pela entidade pode ter complemento em cima da pergunta”, afirmou o treinador.

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O esporte brasileiro vive dias de intensas discussões sobre preconceito. Isso, pois, o central Maurício Souza, do Minas e da seleção, fez manifestações homofóbicas em sua rede social ao se irritar com a bissexualidade do filho do Super Homem em um gibi.

Repreendido por colegas de clube, seleção e patrocinadores, o atleta foi demitido do Minas Clube e viu Renan Dal Zotto, treinador da seleção brasileira de voleibol masculino, fechar as portas dizendo: “não tem espaço para homofóbicos”.

Em pergunta que levantou o tema, Juninho Paulista, coordenador da CBF, respondeu, afirmando que a Confederação repudia todo e qualquer ato preconceituoso.

Em evolução no Barcelona, Coutinho foi lembrado por Tite -
Em evolução no Barcelona, Coutinho foi lembrado por Tite – Urbanandsport/NurPhoto/Getty Images

Pela presença de Coutinho, o treinador foi questionado sobre a convocação do atleta que não atua pela seleção brasileira desde 13 de outubro de 2020, em vitória contra o Peru, e comentou: “Qual a posição do Coutinho? Ele é um articulador. Everton Ribeiro, infelizmente, não foi possível. E aí nós temos outras opções. Um grande jogador retomando seu padrão, e é uma oportunidade de ele estar retomando naquela função.”

Vivendo fase espetacular na Europa, mesmo assim Vinicius Júnior foi preterido e não apareceu entre os 23 nomes. Sem grande minutagem na seleção, o atleta ficou de fora por preferência momentânea a outros jogadores.

“Vinicius é um grande jogador, com potencial de crescimento impressionante, em um grande momento no clube. Agudo, o ponta que vai para dentro. Mas o desempenho e a oportunidade que Raphinha e Antony tiveram, foi um momento importante para a convocação deles, com todo o respeito nessa concorrência leal que a gente procura.”

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