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Tite critica presidente da Conmebol: ‘a organização ficou devendo muito’

Técnico da seleção brasileira apontou o responsável pela Copa América, Alejandro Domínguez, como culpado pelo baixo nível do torneio

Por Alexandre Senechal Atualizado em 23 set 2021, 18h53 - Publicado em 11 jul 2021, 00h33

O técnico da seleção brasileira não mediu as palavras para apontar um culpado pela desastrosa organização da Copa América 2021. Tite foi incisivo nas críticas ao presidente da Conmebol, o paraguaio Alejandro Domínguez, pelo nível dos gramados e os problemas pelos quais todas as equipes passaram durante o torneio.

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“A organização rápida da competição ficou devendo muito. Qualidade dos gramados foi muito ruim. Quase perdemos o Everton em um treinamento. Foi uma exposição excessiva para os atletas. É impossível em uma grandeza de uma competição como essa. Estou falando especificamente do responsável, do Alejandro [Domínguez], que é o presidente da Conmebol. De organizar uma competição em tão curto espaço de tempo,” desabafou Tite.

O técnico evitou fazer uma análise sobre o desempenho do Brasil na competição. Pela primeira vez, a seleção canarinho perdeu uma Copa América disputada em casa – ficou com o título nos outros cinco torneios no país, em 1919, 1922, 1949, 1989 e 2019. “O que posso falar em relação à seleção brasileira é que fez esses 45 dias juntos fazendo o melhor trabalho possível, utilizando uma série de jogadores importantes, tendo alternâncias táticas. A mim compete trabalhar. A análise e a crítica ou elogio e à critério de vocês”.

Tite também elogiou a Argentina pela conquista do título. “Temos que reconhecer o outro lado. Senão o que ganha é o bom e do outro lado é terra arrasada. Aqui está um profissional que já tem lastro para reconhecer o outro lado. Eles tiveram a efetividade e conseguiram conquistar. Prefiro reconhecer a vitória deles”.

A escalação da Argentina, com Di María, o autor do gol da vitória no Maracanã, como titular não foi uma surpresa, segundo o treinador. “Nós tínhamos previsto as alterativas que eles tinham no ataque. E o Di María era uma delas. O desenho permanecia o mesmo do 4-4-2. O que tem agora é o reconhecimento, por mais dolorido que seja. A grandeza do esporte é saber reconhecer o outro lado”.

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