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Técnico do Al Ahly tem mentor brasileiro e é visto como ‘diamante raro’

Aos 57 anos, Pitso Mosimane teve influência de Carlos Alberto Parreira na seleção sul-africana e fez presidente do clube investir alto por sua contratação

Por Fernando Valeika de Barros 7 fev 2022, 16h23

ABU DHABI – Aos 57 anos de idade, o sul-africano Pitso Mosimane, técnico do Al Ahly, bicampeão da África, sabe muito bem que está sentado sobre um vulcão. Com cerca de 70 milhões de fanáticos torcedores no time mais popular do Egito, a regra é clara: o Al Ahly tem que ganhar ou ganhar, sob qualquer circunstância.

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A obsessão de Mosimane pelos detalhes e pela tática tem uma influência direta de um brasileiro: Carlos Alberto Parreira, de quem ele foi assistente quando o tetracampeão mundial pelo Brasil dirigiu a seleção sul-africana, entre 2007 e 2010. “Parreira sempre me incentivou a observar em detalhes a tática e os movimentos dentro de campo”, disse. “Falamos até hoje, e ele me desejou boa sorte neste campeonato mundial”, conta a PLACAR.

“Nesse time, um empate é um desastre. Perder? Nem pensar. É melhor fazer as malas e ir embora”, acrescenta em uma entrevista minutos depois de levar o seu time a uma segunda semifinal seguida no Mundial de Clubes, com uma heroica vitória por 1 a 0 sobre os mexicanos do Monterrey, campeões da Concacaf e superfavoritos antes do duelo.

Heroica não é uma mera força de expressão: na sua estreia, o Al Ahly entrou em campo sem vários titulares, com o time desfigurado. Alguns fundamentais, como o goleiro El Shenawy, capitão do time e destaque na disputa do terceiro lugar contra o Palmeiras no Mundial do ano passado. Ele era um dos seis jogadores do clube que estavam com a seleção do Egito na disputa da final da Copa Africana, que aconteceu no domingo, 6 – o país foi vice-campeão, perdendo para Senegal nos pênaltis.

Ficaram de fora ainda jogadores da seleção egípcia como os zagueiros Ashraf e Abdelmoneim, os meias Fathy e Elsoulia e o atacante Sherif. Também não estava escalado o atacante sul-africano Percy Tau, recuperando-se de problemas musculares.

Mesmo com os desfalques, o Al Ahly teve organização e raça para superar o rival e as adversidades. “Com tantas ausências, eu sabia que não poderíamos fazer um jogo aberto, contra um time com tantas qualidades”, disse Mosimane a PLACAR. “Eu sabia que a vitória seria possível, desde que mantivéssemos a disciplina tática, a concentração e os pés no chão: futebol se joga no campo, com onze contra onze, e se ganha em equipe”.

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Mosimane: estilo enérgico a beira do campo -
Mosimane: estilo enérgico a beira do campo – @AlAhly/Twitter

Primeiro estrangeiro africano a treinar o Al Ahly na história, ele foi contratado pelo presidente do clube, Mahmoud El Khatib em 2020 após levar o Mamelodi Sundowns, da África do Sul, a um inédito título continental – e em cima do Zamalek, o arquirrival do Al Ahly no Egito, em 2016. Três anos depois, ainda pelo Sundowns, goleou o próprio Al Ahly por 5 a 0 nas quartas de final da Liga dos Campeões da África.

De olho no título africano, que há seis anos o clube não conquistava, o cartola egípcio propôs um aumento de salário considerável a Mosimane: cerca de 110 mil dólares mensais (algo em torno de quatro vezes mais do que ele ganhava na África do Sul). Fora um adicional de 480 mil dólares como prêmio por títulos continentais. Só com este bônus, ele teria ganho quase 1 milhão de dólares, que o cartola pagou com sorriso nos lábios. “Eu sabia que ele valia o preço de um diamante raro”, disse El Khatib. “E ele levou nosso clube a um outro nível”.

Mas e contra o Palmeiras, o que será que o estrategista do Al Ahly espera? “Deverá ser um jogo intenso: conheço Abel Ferreira e ele é muito inteligente”, diz. “Sigo muitos times brasileiros, entre eles o Palmeiras, a quem respeito muito”. Perguntado por PLACAR sobre os jogadores que estavam com o Egito, na Copa das Nações Africanas, ele desconversou.

“Não posso falar sobre como está o estado físico de jogadores que voaram a noite inteira, mas no dia do jogo entrarão os melhores naquele momento”, disse. “Uma coisa é certa: jogue quem jogar, não daremos vida fácil ao nosso adversário e lutaremos muito. Lutar faz parte do espírito do nosso clube”.

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