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Sem Neymar e Paquetá, Vinicius Jr. tem chance de ouro para convencer Tite

Onde encaixar a estrela do Real Madrid? Treinador tem dúvidas para o ataque restando menos de dez jogos até a convocação final para a Copa do Catar

Por Luiz Felipe Castro Atualizado em 13 jan 2022, 08h07 - Publicado em 13 jan 2022, 08h00

O técnico Tite fará a primeira convocação da seleção brasileira em 2022 nesta quinta-feira, 13, a partir das 11h (de Brasília) e um nome é praticamente certo na lista: Vinicius Junior. Em grande fase, com 15 gols em 28 jogos pelo Real Madrid na temporada, incluindo um no último clássico diante do Barcelona, o atacante de 21 anos ainda tenta convencer o treinador de que merece uma vaga entre os 23 que irão à Copa do Catar em novembro. Ele terá ótimas oportunidades para isso nas partidas diante do Equador, dia 27 de janeiro, em Quito, e diante do Paraguai, no Mineirão, em Belo Horizonte, em 1º de fevereiro, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.

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A provável ausência de dois titulares habituais, com quem Vinicius briga por vaga, deve garantir minutos preciosos ao atacante revelado pelo Flamengo. Lucas Paquetá está suspenso do primeiro jogo diante do Equador, enquanto Neymar se recupera de grave lesão no tornozelo e deve ser preservado. Dentre os outros selecionáveis de frente, Gabriel Jesus, Gabigol e Richarlison estão pendurados, o que também pode lhe favorecer visando a segunda partida, diante do Paraguai.

Apesar da fase excepcional, Vinicius Junior não tem vaga garantida no grupo. Ele fez apenas nove jogos pela seleção desde sua estreia em 2019, a maioria entrando no segundo tempo, e ainda persegue seu primeiro gol. Na última convocação, em outubro de 2021, ele ficou de fora da lista inicial, preterido por Antony e Raphinha, entre outros, o que causou certa surpresa e contestações a Tite. No entanto, ele foi o escolhido para substituir Roberto Firmino, cortado, e chegou a ser escalado como titular no empate diante da Argentina.

Tite costuma pedir cautela em relação ao garoto do Real Madrid. “Temos de ter paciência e compreensão do jovem, do tempo que ele possa ter para afirmação dentro da seleção, criar um ambiente receptivo para que ele possa ter esse desenvolvimento. Me parece que ele passou um tempo de adaptação no Real Madrid bastante grande, e que foi dando aos poucos a ele essa maturidade que ele possa desenvolver e chegar no estágio que está. Também na seleção é assim, a gente tem que ter consciência da preparação do atleta. Nós também servimos para fomentar, consolidar, reafirmar, orientar, evoluir. É o nosso processo”, afirmou Tite, há quatro meses. 

Onde Vini pode entrar?

Um dos entraves para a escalação de Vinicius como titular é a formatação tática do time de Tite, que tem optado por um esquema com um atacante de referência (Matheus Cunha, Gabigol e Gabriel Jesus disputam a camisa 9), o canhoto Raphinha aberto pela direita e Neymar e Paquetá se revezando da esquerda (lado preferencial do jovem do Real Madrid) para o meio, com Casemiro e Fred dando sustentação atrás, num sistema 4-2-3-1.

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O próprio Tite falou sobre as diferenças, citando o trio de meio-campistas do Real Madrid, formado por Casemiro, Toni Kroos e Luka Modric. “O Real trabalha num tripé no meio de campo, que sustenta o lado esquerdo, deixando o Vinicius numa posição de penúltimo atacante, às vezes até o último, quando o Benzema vem um pouco mais. Nós não usamos mais esse tripé. Então, ele vai ter só a função de ataque, de ser jogador agressivo, ter toda essa liberdade. E ter uma compactação defensiva, setorizada, numa segunda linha de quatro. Eu conversei com o Ancelotti, daquilo que ele tem da fase ofensiva e defensiva, para dar a ele essa tranquilidade maior para ele se desenvolver.”

Neymar e Paquetá: conexão além das dancinhas
Titulares, Neymar e Paquetá ocupam faixa esquerda, a mesma de Vinicius Buda Mendes/Getty Images

Sem Paquetá e Neymar diante do Equador, porém, a presença de Vinicius é quase certa; Antony, em ótima fase no Ajax, aparece como principal concorrente. Caso brilhe nesta rodada das Eliminatórias e mantenha a forma em Madri, Vinicius poderia pressionar Tite a mudar seu esquema (possivelmente recuando Paquetá para a vaga de Fred e tornando o time mais ofensivo). Fato é que a disputa pelo ataque tende a ser muito quente até a lista final para a Copa do Mundo.

Até o início do Mundial, a seleção terá mais quatro jogos das Eliminatórias (Equador, Paraguai, Chile e Bolívia) e possivelmente mais um, diante da Argentina, em casa. O clássico foi adiado em setembro de 2021, em São Paulo, em razão de uma polêmica com a Anvisa, mas ainda não há previsão de remarcação.

São nestas partidas das Eliminatórias que Tite deve realizar seus últimos testes. Depois, já com uma base definida, o treinador gaúcho terá apenas mais três amistosos entre maio e junho e dois em setembro, antes da convocação final.

A agenda da seleção até a Copa do Mundo

27/1: Brasil x Equador, em Quito
1/2: Brasil x Paraguai, em Belo Horizonte
24/3 – Brasil x Chile, em Salvador
29/3 – Brasil x Bolívia, em La Paz
Entre 31 de maio e 14 de junho – Três amistosos, ainda sem adversário e local definidos
Entre 19 e 27 de setembro – Dois amistosos, ainda sem adversário e local definidos
21/11 – Início da Copa do Mundo

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