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Sem Guardiola ou Simeone: nova safra de técnicos dá as cartas na Champions

Os “medalhões” foram eliminados e equipes semifinalistas da Liga dos Campeões têm treinadores jovens e com ideias modernas de jogo

Por Alexandre Senechal Atualizado em 23 set 2021, 21h26 - Publicado em 18 ago 2020, 11h54

Nada de Jürgen Klopp, Pep Guardiola ou Diego Simeone. Os treinadores mais badalados da Europa ficaram pelo caminho na Liga dos Campeões e o título desta temporada será conquistado por alguém da nova geração. Bayern de Munique, Lyon, RB Leipzig e PSG são dirigidos por novatos na elite, que ainda não venceram a principal competição de clubes do mundo.

O trabalho mais surpreendente é o do azarão do torneio. Criado apenas em 2009, o RB Leipzig chegou à primeira divisão do Campeonato Alemão em 2016 e foi vice-campeão nacional já na temporada seguinte. No banco de reservas, está Julian Nagelsmann, de 33 anos de idade – treinador mais novo do que algumas estrelas da Champions, como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

Thomas Tuchel encontra o pupilo Julian Nagelsmann em partida do Borussia Dortmund contra o Hoffenheim em 2016 Bernd Thissen/picture alliance/Getty Images

Nagelsmann tentou a carreira como zagueiro, mas teve que parar de jogar quando tinha somente 21 anos por causa de problemas no joelho. Seu técnico no time reserva do Augsburg era um jovem de 35 anos, que viu como o alemão tinha uma boa leitura do que é o futebol e o convidou para ser auxiliar técnico.

A partir daí, ele decolou. Se tornou o treinador mais jovem da história do Campeonato Alemão em 2016, quando, aos 28 anos, assumiu o Hoffenheim. Com a merecida vitória sobre o Atlético de Madrid de Simeone, mostrando um futebol organizado e ofensivo, também passou a ser o mais jovem técnico semifinalista da Champions.

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O mentor e incentivador de Nagelsmann mencionado acima era ninguém menos que Thomas Tuchel, hoje técnico do Paris Saint-Germain e seu adversário na semifinal da Liga dos Campeões, em jogo que acontece nesta terça-feira, 18, às 16h. O duelo dos alemães coloca à frente um estilo de jogo coletivo do RB Leipzig, sem a presença de um grande craque – Timo Werner deixou a equipe vendido para o Chelsea –, contra a equipe do PSG, que joga de forma mais cautelosa e explora a individualidade de seus destaques: o brasileiro Neymar e o francês Kylian Mbappé.

Outro alemão semifinalista estava no 7 a 1

Hans-Dieter Flick, técnico do Bayern de Munique Alexander Hassenstein/Getty Images

Você já ouviu falar em Hans-Dieter Flick? O torcedor mais atento deve se lembrar que o terceiro técnico alemão desta semifinal – um recorde de profissionais de um só país na Liga dos Campeões – era o auxiliar de Joachim Löw na Copa do Mundo de 2014, quando a Alemanha goleou o Brasil dentro do Mineirão por 7 a 1.

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Flick tem uma goleada histórica para chamar só de sua. Para chegar a esta fase do torneio, o seu Bayern de Munique aplicou 8 a 2 no Barcelona e assustou o continente – muitos afirmam que são os grandes favoritos para conquistar a “Orelhuda”, como é carinhosamente chamada a taça da Champions.

O técnico tem um mérito muito grande para transformar a equipe no que ela é hoje, um time de toque de bola rápida, que sempre busca o gol com atacantes muito velozes e técnicos. Era auxiliar quando o clube era dirigido por Niko Kovac. O croata acabou demitido em novembro após uma goleada por 5 a 1 para o Frankfurt. A equipe era apenas a quarta colocada no Campeonato Alemão, mas deu a volta por cima com Flick. Conquistou o título da competição e também a Copa da Alemanha antes de assombrar o Barcelona.

Lyon de Rudi Garcia em busca do sonho europeu

Rudi Garcia, técnico do Lyon, comemora a vitória sobre o Manchester City nas quartas de final da Liga dos Campeões – 15/8/2020 Franck Fife/Pool/Getty Images

A vitória do Lyon sobre o Manchester City talvez tenha sido a maior surpresa das quartas de final da Liga dos Campeões. A equipe francesa, assim como o Bayern, foi outra que passou por uma virada drástica nesta temporada. Começou o ano muito mal no Campeonato Francês e não conseguiu a classificação para nenhuma competição europeia – por causa da pandemia, o torneio nacional foi cancelado; o time era o sétimo colocado. Vencer a Champions é a única chance para poder disputa-la novamente no ano que vem.

O brasileiro Sylvinho começou a temporada no banco de reservas. Com apenas três vitórias em 11 jogos e o pior início do Lyon no campeonato em 24 anos, o ex-assistente de Tite na seleção acabou demitido. Rudi Garcia foi contratado e começou a dar uma cara para a equipe. O técnico de 56 anos é o mais velho entre os semifinalistas e também o mais experiente, com um título nacional pelo Lille em 2011 e um vice da Liga Europa pelo Olympique de Marselha.

O time conta com uma marcação forte, com três zagueiros atrás (os brasileiros Marcelo e Marçal e o belga Jason Denayer), um meio-campo capaz de se defender bem e também criar jogadas (que tem como seus pilares o brasileiro Bruno Guimarães, recém-chegado do Athletico Paranaense e o francês Houssem Aouar) e atacantes ágeis e inteligentes para surpreender o adversário no contra-ataque (casos do holandês Memphis Depay e o francês Moussa Dembélé, autor de dois gols contra o City).

O duelo da nova geração começa nesta terça-feira com RB Leipzig x PSG e terá o confronto entre Lyon x Bayern na quarta. Na atual edição da Champions, os técnicos da nova geração já provaram que camisa e nome não são garantias de vitória. O torcedor pode esperar duas partidas muito interessantes de se assistir.

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