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Santos atropela Boca e Libertadores terá final brasileira no Maracanã

Vitória por 3 a 0 na Vila Belmiro garantiu o time brasileiro em sua quinta decisão. Clássico contra o Palmeiras acontece dia 30, no Rio

Por Klaus Richmond Atualizado em 23 set 2021, 20h37 - Publicado em 13 jan 2021, 21h21

A blitz ofensiva do Santos ainda com poucos segundos de jogo, que só parou em uma finalização na trave do atacante Marinho, foi o prenúncio de uma noite histórica na Vila Belmiro, nesta terça-feira, 13. Dominante, incisivo e com uma atuação eletrizante, a equipe brasileira dominou com sobras o Boca Juniors de Carlitos Tevez, até então um algoz histórico do clube. A vitória por 3 a 0 consolidou a ousada promessa do técnico Cuca, logo no primeiro dia de clube, de conduzir um time outrora desacreditado à final da Copa Libertadores da América.

 

Logo que chegou, Cuca reuniu todo o elenco no auditório do CT Rei Pelé e assegurou aos jogadores uma escalada até então impensável. O clube sofria reflexos de uma grave crise financeira, política, além de baixo desempenho técnico na temporada.

A vitória sólida, agora, leva o Santos ao encontro do rival Palmeiras, em final confirmada pela Conmebol para o próximo dia 30, às 17h (de Brasília), no Maracanã, palco histórico para as duas equipes. Foi no estádio que o Santos conquistou o seu segundo título mundial, contra o Milan, em 1963. O Palmeiras, por sua vez, venceu a Copa Rio de 1951, contra a Juventus, considerada pelo clube como maior título de seus 106 anos.

Esta será apenas a terceira decisão entre clubes brasileiros, todas neste século. A primeira delas, em 2005, aconteceu entre São Paulo e Athetico-PR, vencida pelo clube paulista. No ano seguinte, os são-paulinos voltaram à final, mas desta vez acabaram superados pelo Internacional.

Santos implacável vê o Boca sucumbir

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O Santos construiu amplo domínio durante toda partida. Após a blitz inicial, insistiu em criar jogadas rápidas, seguidas por finalizações. O primeiro gol saiu logo aos 15 minutos. O venezuelano Yeferson Soteldo recebeu pela ponta esquerda e finalizou prensado. Enquanto os jogadores esboçavam reclamar de um toque de mão do zagueiro Lisandro López, Diego Pituca aproveitou a confusão para marcar o primeiro. O time, até o momento do gol, tinha 72% de posse de bola.

O Boca tinha dificuldades para criar. Buscava alternativas já que Eduardo Salvio, principal artilheiro da equipe, com seis gols, foi novamente anulado pela insistência do Santos em jogar com Felipe Jonathan avançado no setor ofensivo. Tevez buscava tabelas, jogadas individuais, mas sucumbia à falta de fôlego e lentidão do time argentino.

O Santos passou boa parte do primeiro tempo buscando encaixar um contra-ataque perfeito para definir o jogo. Terminou o primeiro tempo com 14 finalizações, contra somente duas dos argentinos, ambas sem acertar o gol defendido por João Paulo.

A estratégia ofensiva que garantiu o Santos a supremacia logo nos primeiros minutos de jogo, foi repetida, também, no segundo tempo. Dessa vez, o time encontrou os gols. Aos três minutos, com Soteldo, em finalização surpreendente da entrada da área e, posteriormente, aos cinco, com Lucas Braga, aproveitando jogada individual de Marinho pela direita.

A expulsão do colombiano Fabra, que pisou maldosamente em Marinho minutos depois, facilitou a missão que já parecia tranquila pela larga vantagem. Bastou a Cuca administrar. O técnico tirou os seus principais jogadores, o primeiro deles o volante Diego Pituca, que já havia tomado um cartão amarelo e fazia atuação taticamente perfeita. Depois, foi a vez de Soteldo, Felipe Jonatan, Lucas Braga – jogador de confiança de Cuca, titular nos últimos 11 jogos da equipe – e por último o volante Alison.

A equipe ainda desperdiçou uma série de oportunidades de ampliar o placar com Marinho, maior finalizador da partida com quatro tentativas

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