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Renato alfineta argentinos e fica perto de marca de Felipão

Treinador e ídolo do Grêmio ironizou “bruxo” levado pelo Independiente e, debochado, disse estar cansado de tanto dar voltas olímpicas

Por Gazeta Press Atualizado em 29 set 2021, 09h35 - Publicado em 22 fev 2018, 09h44

Cada vez mais ídolo. A conquista da Recopa Sul-Americana, na noite desta quarta-feira, diante do Independiente, da Argentina, na Arena do Grêmio, elevou ainda mais o nome de Renato Portaluppi na história do clube gaúcho. Herói dos títulos da Libertadores e do Mundial de Clubes em 1983 como jogador, Renato Gaúcho conquistou, em menos de um ano e meio, três taças importantes como treinador do time: a Copa do Brasil 2016, encerrando um jejum de 15 anos sem título nacional, a Libertadores 2017 e agora a Recopa.

Após a partida, Renato brincou sobre a promessa da diretoria de construir uma estátua sua na Arena. E cutucou o Independiente, que levou à Porto Alegre Manuel de Gorina, conhecido no país vizinho por ser um bruxo que trabalha com questões ‘espirituais’ na intenção de ajudar a equipe a vencer.

“Se bruxo ganhasse jogo, todo time contrataria 11. Futebol se ganha dentro das quatro linhas. Aqui é Grêmio”, disparou. “Já estão decidindo quem vai fazer a estátua, mas isso é o que menos importa agora. O que importa é a torcida, esse grupo maravilho. Menos de um ano e meio estamos aqui, três títulos, depois de 15 anos sem nada. O meu objetivo é ver essa torcida feliz”, afirmou o treinador, ao Sportv, ao lado de sua filha Carol Portaluppi.

Perto de Felipão

Luiz Felipe Scolari, técnico do Grêmio em 1994
Felipão no Grêmio, em 1994 Nelson Coelho/VEJA

Com a sequência de conquistas, Renato ainda pode alcançar uma marca histórica que até hoje só Luiz Felipe Scolari conseguiu atingir. Felipão, que apesar de não ter feito muito sucesso como atleta também goza de idolatria entre os gremistas e é torcedor assumido da equipe, levou o clube a mesma trinca com títulos da Copa do Brasil, da Libertadores e da Recopa Sul-Americana, em sequência, entre 1994 e 1996.

A diferença, por ora, é que Felipão foi além. No ano de 1996, sob seu comando, o Grêmio se sagrou Campeão Brasileiro. “Eu quero aumentar meu nome na história do clube sempre almejando títulos”, avisou Renato em sua entrevista coletiva.

“Esse grupo é vencedor. E é isso que eu sempre coloco na cabeça dos jogadores: ‘vocês precisam fazer história e a história só faz quem é campeão’. Eles aprenderam a gostar de ganhar. No momento que você prova alguma coisa e você gosta, você vai correr sempre atrás dessa coisa. Eu não sei até quando. Eu estou meio cansado de dar volta olímpica, mas a gente vai continuar”, brincou Renato Gaúcho, com seu velho estilo debochado.

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