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Remo denuncia racismo de torcedores do Cruzeiro na Série B

Clube paraense divulgou vídeo em que um homem na arquibancada do Independência chama Jefferson de ‘macaco’

Por Da Redação Atualizado em 29 out 2021, 10h02 - Publicado em 29 out 2021, 09h59

Mais um inaceitável episódio de racismo foi registrado no futebol brasileiro. Durante a vitória por 3×1 do Remo sobre o Cruzeiro, no Independência, em Belo Horizonte, pela 32ª rodada do Brasileirão Série B, insultos racistas foram ouvidos das arquibancadas em direção ao atacante Jefferson, do clube paraense.

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Em conteúdo publicado nas redes sociais, o Remo denunciou a atitude flagrada no vídeo gravado enquanto seus atletas comemoravam o segundo gol da vitória. No material, é possível ouvir claramente um torcedor do Cruzeiro chamando Jefferson de ‘macaco’. Em repúdio, o clube de Belém escreveu “Até quando isso? O que ainda vai precisar acontecer para tomarem alguma atitude?” e marcou a CBF e o Observatório Racial do Futebol, perfil de monitoramento do racismo no futebol brasileiro.

Infelizmente, o acontecimento não é isolado nem mesmo na segunda divisão do futebol nacional. Celsinho, meia do Londrina, foi alvo de racismo mais de uma vez apenas nesta edição. O primeiro episódio , quando três profissionais de rádio, dois deles da Rádio Bandeirantes de Goiânia, e um da Rádio Clube do Pará, também usaram de falas racistas como: “cabelo pesado”, “bandeira de feijão”, “negócio imundo” e “cabelo de ninho de cupim” para se referir ao jogador.

Todos pediram desculpas e foram afastados pelas empresas. Eles foram acionados criminalmente. O último, e de maior repercussão, foi quando Júlio Antônio Petermann, conselheiro do Brusque, ofendeu racialmente o jogador do clube do Paraná. Na ocasião, o membro da diretoria foi condenado a 360 dias, 30.000 reais de multa e a equipe perdeu três pontos no campeonato.

Na época, Eduardo Vargas, advogado do Londrina admitiu a PLACAR que entrou na justiça para punições mais duras: “É provável que haja mais desdobramentos. O Londrina entende que foi uma pena adequada. Pedimos pela aplicação do artigo 243-G, parágrafo terceiro. Ele faz menção ao artigo 170, incisos 5, 7 ou 11, que apontam para a exclusão de um clube em um caso como esse na competição. Esse foi o nosso pedido, na sustentação oral eu revisei isso”. O assunto, no entanto, parece ter perdido força e, agora, mais um caso de racismo assolou o futebol brasileiro.

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