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“Quadrado mágico” ou centroavante? Seleção tem dúvida a 5 meses da Copa

Sem 9 de referência, Brasil teve dificuldades para superar defesa do Japão; Tite terá poucas chances para refinar esquema até o Mundial

Por Leandro Miranda 6 jun 2022, 10h45

A cinco meses da Copa do Mundo de 2022, a seleção brasileira tem dúvidas em seu ataque titular. O técnico Tite testou de novo nesta segunda-feira, 6, em amistoso contra o Japão, uma formação sem um centroavante de ofício, e enfrentou muitas dificuldades para superar a marcação dos asiáticos. Só depois que Richarlison entrou – e sofreu o pênalti convertido por Neymar – é que o Brasil mexeu no placar e garantiu a vitória por 1 a 0.

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A experiência anterior sem um “camisa 9” havia funcionado melhor, nos 4 a 0 sobre o já eliminado Chile, em março, pelas Eliminatórias Sul-Americanas, na despedida da seleção do Maracanã antes da Copa. Naquele jogo, como contra o Japão, Neymar e Lucas Paquetá jogaram centralizados, como uma dupla de ataque, com Vinícius Júnior aberto na esquerda e um outro ponta pela direita – Antony contra os chilenos, Raphinha contra os japoneses.

Mas a goleada contra o Chile não conta a história toda. O placar também demorou para ser aberto, aos 43 do primeiro tempo, e só saiu depois de outro pênalti convertido por Neymar. Logo depois, o goleiro Bravo errou em uma saída de bola e deu um gol de presente para Vinícius Júnior. No segundo tempo, com o jogo já definido, Coutinho e Richarlison fecharam a conta.

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Diante do Japão, a dificuldade do ataque em criar chances sem um centroavante voltou a aparecer. Não foi um desastre – o Brasil dominou a posse e conseguiu finalizações, ainda que sem tanto perigo. Mas sem um atacante preocupando os zagueiros e buscando as costas da defesa, o quarteto de frente muitas vezes não fazia movimentos coordenados, embolando a frente da área.

Chamou atenção especialmente a situação do lado esquerdo, onde Vinícius Júnior e Neymar não mostraram muito entrosamento, criaram pouco juntos e pareceram querer ocupar os mesmos espaços várias vezes. Um cenário totalmente oposto ao da goleada por 5 a 1 sobre a Coreia do Sul na última quinta-feira, 2, quando Paquetá jogou pela esquerda e se entendeu perfeitamente com Neymar, compensando os movimentos do camisa 10.

Vinícius Júnior em ação pela seleção brasileira em amistoso contra o Japão -
Vinícius Júnior em ação pela seleção brasileira em amistoso contra o Japão – Lucas Figueiredo/CBF

Vinícius, aliás, pode ser o jogador que perderá a vaga no time titular caso Tite opte pelo esquema com um centroavante. Talvez o melhor jogador brasileiro na temporada europeia, o atacante do Real Madrid ainda não decolou pela seleção – tem apenas um gol e nenhuma assistência em 14 jogos. Como Neymar e Paquetá são titulares absolutos, e Raphinha ou Antony os favoritos pela ponta direita, deve sobrar para Vini, que prefere jogar pela esquerda.

O Brasil terá poucos testes até a Copa do Mundo para resolver a questão – na data Fifa de setembro, a última antes do Mundial, estão previstos um amistoso contra o México e o jogo atrasado das Eliminatórias contra a Argentina. A estreia no Catar acontece em 24 de novembro, contra a Sérvia.

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