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Presidente da Fifa faz apelo para Premier League liberar convocados

Gianni Infantino pede por solidariedade para que 60 atletas possam jogar Eliminatórias e diz que é preciso fazer ‘o que é justo para o futebol mundial’

Por Da Redação Atualizado em 23 set 2021, 17h28 - Publicado em 25 ago 2021, 11h27

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, se manifestou nesta quarta-feira, 25, sobre a polêmica decisão da Premier League, responsável pela gestão do Campeonato Inglês, de decidir não liberar 60 jogadores que atuam no país, convocados para as suas respectivas seleções. Infantino pediu por solidariedade e diz que as federações precisam fazer “o que é justo para o futebol mundial”.

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“Peço uma demonstração de solidariedade de cada associação que faz parte da Fifa, cada liga, cada clube, para fazer o que é correto e justo para o futebol mundial. Muitos dos melhores atletas do mundo competem nas ligas da Inglaterra e da Espanha. Acreditamos que esses países também dividem a responsabilidade de preservar e proteger a integridade esportiva das competições pelo mundo”, explicou o dirigente.

O veto da liga inglesa tem apoio unânime de todos os 20 clubes da primeira divisão e impede os atletas de atuarem em países que estão na “lista vermelha” do Reino Unido, ou seja, que contém altos índices envolvendo o novo coronavírus. Ao todo, cerca de 60nações ocupam esta classificação.

Com isso, mais de 60 jogadores e 19 clubes serão afetados. Na lista de 24 jogadores apresentada pelo técnico Tite, no último dia 13, para três compromissos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, nove atletas não poderiam se apresentar: os goleiros Alisson (Liverpool) e Ederson (Manchester City), o zagueiro Thiago Silva (Chelsea), os volantes Fabinho (Liverpool) e Fred (Manchester United), além dos atacantes Roberto Firmino (Liverpool), Gabriel Jesus (Manchester City) e Raphinha (Leeds United).

“Representar o seu país nas eliminatórias para a Copa do Mundo é uma das maiores honras de um jogador profissional. Sugeri que seja implementada uma abordagem similar à adotada pelo governo britânico na fase final da Eurocopa-2020. Antes nós mostramos solidariedade e unidade para lutar contra a Covid-19. Agora faço um apelo a todos para garantir a liberação dos jogadores internacionais para os próximos compromissos pelas eliminatórias para a Copa”, explicou Infantino.

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A Fifa fez um apelo por escrito ao primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson, para um afrouxamento nas regras impostas para aqueles que deixam o país.

De acordo com as regras impostas pelo governo britânico, caso um dos atletas saia, mesmo já imunizado, só poderá ter sua entrada permitida se for britânica ou irlandesa, ou tiver direitos de residência. Além disso, precisaria apresentar exame negativo para Covid-19 e cumprir quarentena obrigatória de dez dias após o retorno, com exames a serem feitos posteriormente.

Segundo o Instituto John Hopkins, o Reino Unido tem mais de 90 milhões de vacinas aplicadas, o que corresponde a 62,5% de população já vacinada com as duas doses. Desde o início da pandemia, foram 6,5 milhões de casos confirmados e 132.000 mortes nos países que integram a região formada por Inglaterra, Escócia, Países de Gales e Irlanda do Norte.

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