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Presidente da Fifa diz que Copa bienal poderia reduzir morte de refugiados

"Temos de dar esperança aos africanos para eles não precisarem cruzar o Mediterrâneo, provavelmente morrendo no mar”, afirmou Gianni Infantino

Por Da redação Atualizado em 26 jan 2022, 17h49 - Publicado em 26 jan 2022, 17h45

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, voltou a defender nesta quarta-feira, 26, que a  Copa do Mundo seja disputada de dois em dois anos e, em uma declaração bastante controversa, disse que o novo formato poderia reduzir o número de africanos cruzando o mar Mediterrâneo rumo à Europa.

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“Esta discussão não é apenas sobre ter uma Copa do Mundo a cada dois anos, mas sobre o que queremos para o futuro do futebol. Temos que pensar o que ele traz, o que vai além do esporte. O futebol é sobre oportunidade, esperança, seleções, países, coração e emoções. Não se pode dizer ao resto do mundo ‘nos dê seu dinheiro e seus melhores jogadores, mas nos veja pela TV’, discursou Infantino durante assembleia do Conselho Europeu, em Estrasburgo, na França.

Em seguida, ele deu a entender que a realizações de mais Copas do Mundo, em diferentes sedes, geraria receitas a regiões mais pobres e refletiria até nas questões migratórias. “Precisamos incluí-los, achar maneiras de incluir o mundo inteiro, dar esperança aos africanos para eles não precisarem cruzar o Mediterrâneo tentando uma vida melhor, mas provavelmente morrendo no mar”. Suas declarações foram fortemente criticadas pela imprensa internacional.

A assembleia teve como objetivo discutir e definir práticas em favor dos direitos humanos, em um período tenso para a entidade, uma vez que o Mundial deste ano, no Catar, enfrenta constantes denúncias sobre trabalho análogo à escravidão nas obras de estádios.

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“O futebol está indo na direção em que alguns têm tudo, e a vasta maioria não tem nada. Na Europa há uma Copa do Mundo a cada duas semanas, porque os melhores jogadores estão jogando aqui, então a Europa não precisa de mais Copas. Mas o restante do mundo e a maior parte da própria Europa não vê os melhores jogadores, não participa das grandes competições”, prosseguiu o dirigente ítalo-suíço.

Apesar do esforço de Infantino, que encomendou pesquisas e utilizou diversos ídolos do futebol que mantém contrato com a entidade como garotos-propaganda do projeto, a ideia da Copa bienal enfrentou forte rejeição das confederações continentais. A Conmebol, por exemplo, informou em nota que “não há motivos, benefícios ou justificativas para a mudança promovida pela Fifa. Diante disso, os dez países que integram a Conmebol confirmam que não participarão de uma Copa do Mundo organizada a cada dois anos”. A Uefa também ameaçou boicote. 

A Copa do Mundo é disputada sempre de quatro em quatro anos desde sua edição inaugural, em 1930,  no Uruguai, com exceção ao período da II Guerra Mundial, que causou o cancelamento das edições de 1942 e 1946. Apenas uma edição foi realizada no continente africano, em 2010, na África do Sul.

Sobre a Copa no Catar, Infantino disse que o evento esportivo fez com que o respeito aos direitos humanos dos trabalhadores no país melhorasse. Por outro lado, A Fifa chegou a receber um pedido de Anistia Internacional para fazer com que as condições de trabalhadores estrangeiros do país, sejam melhores.

“As situações não mudam da noite para o dia, basta pensar em quanto tempo passou para a Europa dar alguns passos à frente, mas devemos reconhecer que no Catar houve mudanças e avanços, mesmo que seja verdade que ainda há muito a ser feito”, comentou Gianni.

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