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Político russo admite desvio de 730 mil euros em estádio

Ex-vice-governador de São Petersburgo assinou contrato ilegal

Por AFP Atualizado em 20 out 2021, 18h43 - Publicado em 9 nov 2017, 18h47

Um ex-vice-governador de São Petersburgo admitiu ter desviado o equivalente a 730 mil euros durante a construção do novo estádio da cidade, que sediará jogos da Copa do Mundo de 2018. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo comitê de investigação russo.

Marat Oganessian, preso em novembro de 2016, “reconheceu seu erro e deu informações detalhadas sobre outros delitos e tomou medidas para reparar os danos causados”, explicou o comitê de investigação local, em nota.

Oganessian foi vice-governador da ex-capital imperial russa de março de 2013 a abril de 2015, e é acusado de ter assinado um contrato ilegal com a empresa TDM para a instalação de um placar eletrônico no estádio de 68.000 lugares. O político desviou para a conta desta empresa “50,4 milhões de rublos (735 mil euros), que foram por sua vez transferidos a empresas de fachada”, completou o comunicado. Oganessian “sabia que a empresa TDM não tinha condições de gastar esse dinheiro com o placar eletrônico do estádio”, garantiu.

O estádio de São Petersburgo foi inaugurado no início de 2017 e sediou a final da Copa das Confederações, em junho. O orçamento total da construção chegou aos 604 milhões de euros, segundo números oficiais. O local será sede de sete jogos na Copa do Mundo de 2018, incluindo uma semifinal e a disputa do terceiro lugar.

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