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Pesquisa da Fifa aponta maioria a favor de Copa do Mundo a cada 2 anos

Levantamento ouviu cerca de 23.000 pessoas espalhadas por 23 países e seis confederações; proposta de mudança gera críticas ao presidente Gianni Infantino

Por Da Redação Atualizado em 23 set 2021, 17h10 - Publicado em 16 set 2021, 10h08

Presidente da Fifa tenta impor mudança histórica na organização das Copas -
Presidente da Fifa tenta impor mudança histórica na organização das Copas – Richard Heathcote/Getty Images

A Fifa divulgou nesta quinta-feira, 16, que uma pesquisa encomendada pela entidade, realizada em julho pelas empresas IRIS e YouGov, mostrou que a maioria das pessoas é a favor da realização da Copa do Mundo a cada dois anos, modificando o atual formato, de quatro em quatro, utilizado desde 1930. Ao todo, 23.000 pessoas foram ouvidas sobre o assunto.

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Das 23.000, cerca de 15.000 entrevistados foram identificados como interessadas em futebol e Copa do Mundo. A pesquisa envolveu torcedores espalhados por 23 países e nas seis confederações responsáveis pelo futebol em cada continente.

De acordo com o estudo, o desejo dos torcedores é de ter a competição de forma mais frequente. Há, também, uma diferença considerável de pensamento nos mercados mais tradicionais e nos chamados mercados em desenvolvimento. A pesquisa ainda aponta que o público mais jovem é o mais favorável a mudança.

A entidade diz que divulgará em breve uma nova pesquisa, mais ampliada, com 100.000 pessoas em cem países. O assunto tem gerado polêmica e desdobramentos até aqui.

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Aleksander Ceferín não poupou críticas ao novo modelo sugerido pela Fifa -
Aleksander Ceferín não poupou críticas ao novo modelo sugerido pela Fifa – Richard Juilliart/Getty Images

O presidente da Uefa, o esloveno Aleksander Ceferín, se posicionou contrário a proposta da entidade em uma assembleia da Associação Europeia de Clubes. “O valor desses torneios está em jogá-los a cada quatro anos. Fazê-lo a cada dois iria prejudicá-los”, disse o dirigente, que ainda mencionou que “o calendário de jogos internacionais não precisa disso”.

A Conmebol também se mostrou contrária a possibilidade: “Uma Copa do Mundo a cada dois anos suporia uma sobrecarga praticamente impossível de gerir no calendário internacional de competições”.

Recentemente, em entrevista ao jornal francês L’Equipe, o ex-técnico do Arsenal e atual chefe de desenvolvimento global da Fifa, Arsène Wenger, defendeu publicamente a reforma e diz que as mudanças devem ocorrer após 2024, ajudando a diminuir o número de convocações dos jogadores, já que afetariam diretamente nas Eliminatórias, desafogando o calendário.

Para a proposta de encurtamento entre cada edição de Copa, a Fifa busca apoio em bloco para avançar na aprovação. Segundo o Blog do Marcel Rizzo, a CAF, confederação africana, já sinalizou que pode apoiar a decisão, influenciando diretamente na aceitação de todos os seus filiados.

O presidente da Fifa, o italiano Gianni Infantino, é o principal rosto por trás da mudança. “Nós estamos consultando jogadores e clubes de todo o mundo assim como as 211 federações membros da Fifa, por que eles têm um direito igual de serem ouvidos. Isso é sobre democracia”, disse recentemente, em entrevista ao site da entidade.

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