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Xavi confirma: negou proposta para ser auxiliar e depois técnico do Brasil

Apresentado nesta segunda como novo técnico do Barcelona, ex-meio-campista falou ter 'expectativas altas' para o novo ciclo no Camp Nou

Por Da Redação Atualizado em 8 nov 2021, 14h43 - Publicado em 8 nov 2021, 10h32

Oficialmente apresentado como novo treinador do Barcelona, Xavi Hernández falou pela primeira vez sobre a expectativa do retorno ao clube catalão. Em entrevista coletiva no Camp Nou, o ex-meio-campista demonstrou otimismo ao mencionar esperar uma evolução rápida no método que pretende implementar no trabalho e até títulos. Ele também admitiu ter recebido (e recusado) uma proposta para ser treinador da seleção brasileira no ciclo para a Copa de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá.

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“É verdade que conversei com a CBF. A ideia seria ser auxiliar de Tite, e depois da Copa assumiria a seleção para o Mundial seguinte. Mas minha ideia era vir ao Barça e esperei o momento adequado”, disse Xavi. Em setembro do ano passado, o diário As foi o primeiro a revelar o interesse da CBF em Xavi, então técnico do Al-Sadd, do Catar. A confederação admitiu o contato entre o então presidente Rogério Caboclo e o técnico, em Doha, mas se limitou a dizer que o convite era para ser auxiliar. 

“É verdadeira a notícia que aconteceram conversas preliminares entre a CBF e o ex-jogador e atual treinador Xavi para assumir o posto de auxiliar técnico da seleção principal. Nenhum detalhe de maior profundidade como valores, prazos de contrato nem garantias sobre seu futuro profissional foram negociados. Os diálogos aconteceram com o conhecimento e aprovação do coordenador Juninho Paulista e do técnico Tite e seriam levados adiante após conversas entre Tite e Xavi”, informou a CBF.

Esperança catalã

Xavi prometeu entrega total em seu retorno ao novo clube. Ele destacou o fato de poder reencontrar diversos ex-companheiros. “A primeira mensagem é que estou aqui para os ajudar. Para mim é uma vantagem conhecer Busquets, Piqué, Alba, Sergi Roberto e Ter Stegen, que foram meus companheiros. Vejo isso como uma vantagem”, disse Xavi.

“Vejo muita esperança, as expectativas são altas. Trata-se de obter rendimento imediato. Em resumo, é uma esperança. Há elenco e há talento. Tentarei transmitir experiência aos jogadores para conseguir os títulos”, completou em seguida.

Durante a apresentação, milhares de torcedores estiveram presentes nas arquibancadas no Camp Nou com bandeiras do Barcelona. Ele fez uma declaração ao clube e, em seguida, assinou contrato em pleno gramado ao lado do presidente Joan Laporta, com quem trabalhou enquanto jogador. O acordo é válido até 2024.

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O clube vive momento delicado na temporada. No Campeonato Espanhol é apenas o nono colocado, com 17 pontos, a 11 da atual líder Real Sociedad. Na Liga dos Campeões, apesar da segunda colocação no grupo E, ainda não tem classificação garantida. A equipe terá uma partida decisiva diante do Benfica, no Camp Nou, no próximo dia 23.

“O objetivo é ajudar os catalães a reajustar este navio, curtirem e vencerem. Agradeço aos fãs pelo carinho, espero retribuir essa ilusão com títulos ou pelo menos com trabalho neste primeiro ano”, afirmou.

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Xavi está de volta após se desvincular do Al-Sadd, onde havia chegado em 2015 e acumulava títulos como jogador e treinador. O clube do Catar anunciou o acordo pelas redes sociais informando que “concordou com a liberação para o Barcelona após o pagamento da cláusula de rescisão”, estimada em 5 milhões de euros (32,3 milhões de reais pela cotação atual).

Ele substituirá outro vitorioso ex-atleta da equipe, Ronald Koeman, demitido há uma semana. Foram necessários longos dias de conversas, com a presença de dirigentes espanhóis em Doha, para a conclusão da negociação.

Uma das mais célebres crias de La Masia, como é conhecida a categoria de base do Barcelona, Xavi vestiu a camisa azul e grená dos 11 até os 35 anos. Como profissional, atuou em em 767 partidas e conquistou, entre outros títulos, oito ligas espanholas, quatro Ligas dos Campeões (2006, 2009, 2011 e 2015) e dois Mundiais de Clubes (2009 e 2011). Pela seleção espanhola, faturou ainda a Copa do Mundo de 2010 e as Euros de 2008 e 2012.

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Em 2015, Xavi se transferiu justamente para o Al-Sadd, pelo qual atou até 2019, quando assumiu diretamente o cargo de treinador. Na nova função, manteve sua sina vitoriosa ao erguer duas vezes a Copa do Catar e também a Copa do Emir do Catar. O ex-jogador chegou a receber um convite da CBF para ser auxiliar de Tite na seleção brasileira durante a Copa no Catar, mas recusou a oferta.

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