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Os ídolos que deixaram o Corinthians em conflito com a torcida

Ameaçado de morte nas redes e cobrado por organizadas, goleiro Cássio pode engrossar a lista que tem Rivellino, Marcelinho, Tevez e outros craques

Por Da redação Atualizado em 8 abr 2022, 14h21 - Publicado em 8 abr 2022, 08h00

O Corinthians mergulhou em uma crise depois de perder a semifinal do Paulistão para o São Paulo e estrear com derrota na Libertadores. Sobrou especialmente para o veterano Cássio, considerado o maior goleiro da história do clube, que recebeu críticas, ofensas e até mesmo uma ameaça de morte nas redes sociais. Caso o clima se torne insustentável, o jogador de 34 anos, protagonista dos títulos da Libertadores, do Mundial de Clubes, dois Brasileiros e quatro paulistas, pode engrossar uma lista de grandes ídolos alvinegros que deixaram o Corinthians em conflito com a chamada Fiel Torcida.

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Relembre, abaixo, os casos mais marcantes:

Roberto Rivellino (1974)

Considerado por muitos como o jogador mais importante da centenária história alvinegra, Rivellino atuou pelo Corinthians 471 vezes, entre 1965 até a final do Estadual de 1974. O clube buscava encerrar um jejum de títulos que já durava 20 anos, mas acabou derrotado pelo rival Palmeiras, por 1 a 0, no Morumbi. O “Reizinho do Parque” foi apontado como vilão na derrota – sempre demonstrou mágoa com a repercussão da imprensa, especialmente com o trabalho do jornalista J. Hawilla, que depois ganharia fama como empresário e morreria em 2018 como protagonista de um escândalo de corrupção na Fifa. Acuado, Rivellino deixou o Corinthians e se transferiu para o Fluminense, pelo qual estrearia com três gols em uma goleada por 4 a 1 justamente diante do ex-clube.

Luís Pereira, do Palmeiras, e Rivellino, do Corinthians, durante a partida entre os rivais, em 1974 –
Rivellino e Luis Pereira em lance que antecedeu gol do título de 1974 do Palmeiras, o último de Rivellino pelo Timão JB Scalco/Social QI

Edílson (2000)

Campeão brasileiro em 1998 e 1999, paulista em 1999 e Mundial em 2000, entre outros, o “Capetinha” deixou o Corinthians em circunstâncias semelhantes às de Rivellino. Após a derrota para o Palmeiras na semifinal da Libertadores de 2000, Edilson foi apontado como um dos culpados. Houve invasão ao centro de treinamento do Parque São Jorge e o jogador acabou agredido por torcedores. Após o incidente, se transferiu para o Flamengo.

Marcos, do Palmeiras, e Edílson, do Corinthians, no jogo do Campeonato Paulista, no Estádio do Morumbi. ALEXANDRE BATTIBUGLI/PLACAR
Marcos, do Palmeiras, e Edílson, do Corinthians, no título paulista de 1999; história do Capetinha também terminou em um dérbi ALEXANDRE BATTIBUGLI/Placar

Carlitos Tevez (2006)

Protagonista do título brasileiro de 2005, o craque argentino viveu uma verdadeira lua de mel com a fiel. A história, porém, não terminou bem. A relação começou a azedar depois da eliminação para o River Plate na Libertadores, com direito a invasão de campo no Pacaembu. Ao voltar da Copa do Mundo na Alemanha, Tevez teve problemas com o novo técnico Emerson Leão e também com a torcida, a quem pediu silêncio após marcar num empate diante do Fortaleza, no Morumbi. Teve seu carro vandalizado e, dias depois, foi vendido ao West Ham, junto do compatriota Javier Mascherano.

Tevez, do Corinthians, durante jogo entre Palmeiras x Corinthians, partida válida pelo Campeonato Brasileiro de Futebol, no estádio Morumbi.P
Tevez, do Corinthians, durante jogo entre Palmeiras x Corinthians, pelo Brasileirão de 2005, do qual foi o melhor jogador Pablo Rey/Placar
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Paolo Guerrero (2015)

O atacante peruano, autor do gol do título mundial diante do Chelsea, em 2012, virou persona non grata em Itaquera ao trocar o Corinthians pelo Flamengo, mesmo depois de dizer que jamais atuaria por outro clube brasileiro, e após uma longa e desgastante negociação de renovação. No mesmo período, Emerson Sheik, autor dos gols da conquista da Libertadores diante do Boca Juniors, também deixou o clube em situação desconfortável. Mesmo com salários atrasados e sem os ídolos no ataque, o time dirigido por Tite se sagraria campeão brasileiro de 2015.

Guerrero comemora gol do Corinthians contra o San Jose da Bolívia
Guerrero atuou três anos pelo Corinthians Ivan Pacheco/VEJA

Rincón (2000)

Bicampeão brasileiro e do Paulistão, o volante colombiano de rara força e elegância deixou o Corinthians pouco depois de erguer a taça do Mundial de Clubes de 2000. Rincón reclamava da falta de correção da cotação do dólar (recebia seu salário em moeda estrangeira) e chegou a acionar o clube na Justiça do Trabalho. Depois de semanas em litígio, conseguiu sua liberação e acertou com um rival, o Santos. Nos primeiros reencontros com a fiel, foi chamado de mercenário e viu notas de dinheiro serem atiradas no gramado.

Rincón, jogador do Corinthians
Rincón, em 1997, seu primeiro ano pelo Timão Ricardo Correa/Placar

Ronaldo (2011)

O “Fenômeno” foi o grande protagonista do renascimento corintiano a partir de 2009, ano que marcou seu retorno à Série A. O camisa 9 brilhou nas conquistas do Paulistão e da Copa do Brasil, mas nos anos seguintes sucumbiu aos problemas físicos. Passou de herói a vilão depois da eliminação para o Tolima, da Colômbia, na pré-Libertadores, naquele que seria o último jogo oficial de sua carreira. Alvo de protestos na volta ao Brasil, Ronaldo anunciou a aposentadoria, aos 34 anos, alegando não conseguir mais conviver com a dor das lesões. Sem clima, o lateral Roberto Carlos também deixou o clube neste período.

Com Ronaldo, Corinthians foi eliminado na pré-Libertadores em 2011
Com Ronaldo, Corinthians foi eliminado na pré-Libertadores em 2011 Fotoarena/VEJA

Marcelinho (2001) e Ricardinho (2002)

A dupla de meio-campistas mais vitoriosa da história do clube também deixou o Parque São Jorge pela porta dos fundos, com direito a uma briga entre eles. Grande ídolo do clube nos anos 90, Marcelinho se envolveu em confusão com técnico Vanderlei Luxemburgo após a derrota para o Grêmio na final da Copa do Brasil de 2001 e chamou Ricardinho de “traíra” e “leva e traz” por supostamente revelar escorregões do elenco à comissão técnica. O Pé de Anjo acabaria transferido ao Santos. No ano seguinte, foi a vez de Ricardinho deixar o clube, logo após o título da Copa do Mundo de 2002, vendido ao rival São Paulo. Não conseguiu se firmar no Morumbi e acabou chamado de “mercenário” por corintianos e de “trezentinho” (em referência ao salário de cerca de 300.000 reais, uma fortuna na época) por tricolores insatisfeitos com seu desempenho.

Capas da revista Placar, de 2000, com Marcelinho, e de 2006, com Ricardinho -
Marcelinho e Ricardinho, amados e odiados,nas páginas de PLACAR Reprodução/Social QI

 

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