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O método Jürgen Klopp segue firme

Apesar de derrotado na final da Liga dos Campeões da Europa, o técnico do Liverpool promete que a aventura não terminou: "voltaremos", diz ele

Por Fernando Valeika de Barros, de Saint-Denis 29 Maio 2022, 20h35

Fosse o futebol apenas baseado nas estatísticas, e o Liverpool de Jürgen Klopp teria conquistado a Liga dos Campeões, no dia 28 de maio de 2022. Seguindo o roteiro preparado pelo seu técnico, a equipe acuou o Real Madrid, controlou mais a posse da bola, chutou 24 vezes a gol, criou chances perigosas, como o chute de Sadio Mané, que explodiu na trave de Courtois, no primeiro tempo, e obrigou o goleiro belga a fazer nove defesas. Mas, no final, o Real Madrid deu um único chute a gol, com Vinícius Júnior, e ganhou o jogo e o campeonato.

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“Nossos jogadores fizeram um jogo incúivel e uma temporada espetacular. Eles ganharam dois títulos, perderam o campeonato nacional por um gol de diferença e este jogo que definiu Liga dos Campeões por 1 a 0. Ou seja, quando foram derrotados, foi pela menor margem possível.”, disse Klopp, na sala de conferências do Stade de France.

Mais do que um estrategista, Klopp é conhecido por entusiasmar os times que treina. “Jürgen sempre diz que o segredo dele é criar um espírito de família no Liverpool: 70% é a construção de uma equipe, 30% é tática”, diz o holandês Pepijn Lijnders, seu assistente-técnico no clube. Nas palavras do próprio Klopp, sua estratégia consiste em “converter os mais incrédulos em crentes”. É um mantra que o acompanha desde outubro de 2015, quando assumiu o comando técnico dos Reds.

Irreverente e engraçado, ele conquistou Liverpool e o Liverpool. Desde então, o time inglês voltou a ser temido na Europa e tornou-se uma máquina de jogar futebol. Em vez de voltarem para a defesa, seus jogadores pressionam, incansavelmente, seus adversários desde a intermediária, a partir do momento em que a equipe perde a bola. Ao recuperar a sua posse, nada de enrolação, mas contra-ataques velozes e letais.

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Claro que esta estratégia exige um posicionamento compacto e muita disciplina tática para fechar os espaços dos oponentes e muita rapidez para apanhá-los no contrapé assim que a bola é recuperada. Foi o que tentou fazer contra o Real Madrid e que só nçao deu certo porque o goleiro do Real Madrid, Thibaut Courtois pegou até pensamento.

Conhecido como Gegenpressing (algo que poderia ser traduzido como contrapressão), o estilo de Klopp foi moldado no Mainz, clube alemão em que ele foi jogador durante onze anos, a partir de 1990. Começou como atacante, terminou como defensor. Segundo ele próprio, aprendeu este método com um antigo técnico dos meus tempos de Mainz, o alemão Wolfgang Frank, que, por sua vez, inspirou-se no italiano Arrigo Sachi.

Apesar de derrotas, como a do Liverpool contra o Real Madrid, Klopp ainda não disse a sua última palavra. “Tenho a forte sensação de que nossa equipe dará a volta por cima: nosso grupo tem atitude e é competitivo”. Não por acaso, ele e seus principais assistentes técnicos – o alemão Peter Krawiets, o português Vitor Matos, além de Lijiders, renovaram contrato com o Liverpool até 2026. Que a aventura continue.

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