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O Catar é logo ali: os recordes que podem ser quebrados na Copa de 2022

Grandes nomes do futebol podem estabelecer novas marcas no Mundial do ano que vem; atual campeã, França quer igualar feito que já dura 60 anos

Por Guilherme Azevedo Atualizado em 12 out 2021, 10h56 - Publicado em 12 out 2021, 10h44

Falta pouco mais de um ano para o início da Copa do Mundo do Catar, que acontece entre 21 de novembro e 18 de dezembro de 2022. Além da seleção anfitriã, a tetracampeã Alemanha já carimbou seu passaporte para o evento e o pentacampeão Brasil deve fazer o mesmo ainda esta semana. O Mundial existe desde 1930, no Uruguai, e é o ápice do futebol. Durante um mês a cada quatro anos (a Fifa tem planos de encurtar para dois), as atenções do planeta estão voltadas às seleções participantes, que no ano que vem ainda serão 32.

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As grandes façanhas no torneio são motivo de glória e colocam seus protagonistas imediatamente no “hall da fama” do esporte. Em 2022, uma série de recordes e marcas histórias podem ser batidas. Confira, abaixo:

O maior veterano brasileiro

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Thiago Silva e Dani Alves são candidatos a fazer história no Catar Laurence Griffiths/Getty Images

Os jogadores do Brasil que atuaram com mais idade em uma Copa do Mundo são Nilton Santos e Djalma Santos, respectivamente, nas edições de 1962 e 1966, com 37 anos. Porém, na Copa do Catar, o recorde tem grandes chances de ser batido, principalmente pelo zagueiro Thiago Silva, que chegará com 38 para a disputa. Perto de sua quarta Copa do Mundo, o defensor só se vê ameaçado no recorde em caso de uma convocação do lateral-direito Daniel Alves, que pode atuar com 39 anos. O recordista entre todos os países é o goleiro egípcio Essam El-Hadary, que atuou na Copa da Rússia, em 2018, com 45 anos e 5 meses. 

Messi na cola de Maradona, Cafu e Matthaus

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Lionel Messi ainda persegue o título que lhe falta Agustin Marcarian/Getty Images

Lionel Messi terá 35 anos na Copa do Catar e tem a chance de incluir mais alguns itens em sua coleção de recordes. Com 19 jogos no torneio desde sua estreia em 2006, ele se tornará o argentino e o sul-americano com mais jogos na história do torneio caso atue nas três partidas da primeira fase, superando os compatriotas Javier Mascherano (20) e Diego Armando Maradona (21) e o brasileiro Cafu (20). Em caso de uma boa campanha, que chegue à semifinal (fato que já garante sete partidas em virtude da disputa de terceiro lugar), ele se tornará o jogador com mais atuações na história do torneio (26), superando os 25 estabelecidos pelo alemão Lothar Matthaus. Deve ser também a última chance de Messi não ostentar uma marca menos agradável: a de maior craque a jamais conquistar o torneio, numa disputa que tem o holandês Johan Cruyff, o húngaro Ferenc Puskás, o brasileiro Zico e o seu contemporâneo português Cristiano Ronaldo. Ao menos, o argentino chegará ao Catar aliviado após conquistar seu primeiro título pela seleção argentina adulta, a Copa América deste ano diante do Brasil, no Maracanã.

  • Bastilha tomando o mundo

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    Mbappé e Benzema serão essenciais no sonho francês Denis Doyle/Getty Images

    Em 14 de julho de 1789, a burguesia francesa tomou a Bastilha e encaminhou a Revolução que acabou com um reinado absolutista. Duzentes e trinta e três anos depois, a seleção gaulesa pode tomar o mundo do futebol e repetir uma façanha que não acontece há 60 anos: o bicampeonato mundial. Atual campeã da Copa do Mundo, a França chega ainda mais badalada com o retorno ao time de Karim Benzema e Kylian Mbappé mais maduro, e pode igualar o Brasil de 1958 e 1962 e a Itália de 1934 e 1938, únicos que venceram duas edições seguidas do torneio. Munição é o que não falta para a tropa de Didier Deschamps.

    Clube do penta pode crescer

    Itália quer manter boa fase na Eurocopa
    Campeã europeia, Itália chegará como uma das favoritas Claudio Villa/Focus Features

    “Todo mundo tenta, mas só o Brasil o penta”. O bordão que pegou na Coreia do Sul e no Japão completará 20 anos em 2022 e corre risco de perder o sentido. Itália e Alemanha já conquistaram o tetra, em 2006 e 2014, respectivamente, e chegarão ao Catar com chances de alcançar a seleção brasileira como maior vencedor do torneio. Já França, Argentina e Uruguai disputam uma vaga no grupo dos tricampeões. Confira os campeões do torneio:

    Brasil (5): 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002
    Alemanha (4): 1954, 1974, 1990 e 2014
    Itália (4): 1934, 1838, 1982 e 2006
    Argentina (2): 1978 e 1986
    Uruguai (2): 1930 e 1950
    França (2): 1998 e 2018
    Espanha (1): 2010
    Inglaterra (1): 1966

    Ameaça a Klose?

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    Klose pode ser alcançado por Muller POOL/Getty Images

    Ainda distante de rivais, Miroslav Klose tem tudo para se manter o maior artilheiro da história de Copas do Mundo. Com 16 gols no torneio, o atacante da Alemanha consolidou a marca ao ultrapassar Ronaldo, que tem 15, na goleada por 7×1 sobre o Brasil, em pleno Mineirão, na Copa do Mundo de 2014. Não será fácil alcançá-lo, mas tampouco convém de determinados goleadores. Dentre os atletas que devem estar no Catar, os que mais se aproximam são o também alemão Thomas Müller, que tem 10 tentos, o português Cristiano Ronaldo e o uruguaio Luis Suárez (7), o argentino Lionel Messi, o inglês Harry Kane e o brasileiro Neymar (6).

    Buffon, o insaciável 

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    Buffon venceu a Copa de 2006 com protagonismo Corbis/Getty Images

    Gianluigi Buffon certamente já será lembrado como um dos jogadores mais respeitáveis da história. Campeão do mundo em 2006, o veterano goleiro deixou a Juventus para retornar ao Parma, o clube que o revelou, aos 42 anos. Seu objetivo, ainda que remoto, é se manter em alto nível e tenmtar convencer o técnico Roberto Mancini a convocá-lo, ainda que como terceiro goleiro (seu xará Gianluigi Donnarumma é o novo dono da meta italiana). Caso, de fato, integre o elenco da Azzurra, Buffon se tornará o único atleta com seis participações em Copas como atleta (foi reserva em 1998 e titular em 2002, 2006, 2010 e 2014). O recorde poderia ter sido batido em 2018, mas a Itália acabou ficando fora do torneio na Rússia.

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