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Novo protocolo da FPF obriga vacinação completa e quarentena de dez dias

Jogadores e integrantes de comissões técnicas também precisarão ser testados antes de cada jogo; endurecimento atende recomendações do governo estadual

Por Da redação Atualizado em 20 jan 2022, 13h28 - Publicado em 20 jan 2022, 13h15

A Federação Paulista de Futebol (FPF) divulgará ainda nesta quinta-feira, 20, um novo protocolo sanitário, elaborado pelo comitê médico da entidade, para a disputa do Campeonato Paulista. No documento de cinco páginas, assinado pelo médico Moisés Cohen e encaminhado aos 16 clubes que participarão da competição, consta a obrigatoriedade de vacinação completa contra Covid-19 para os atletas e integrantes de comissões técnicas, além de apresentação de testagem negativa para a doença até 24 horas antes dos jogos.

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As mudanças visam atender a recomendação do governo estadual para conter o avanço acelerado de transmissão da variante ômicron da Covid-19. No último dia 12, o governador João Doria (PSDB) pediu ainda a municípios a redução em 30% de público nos eventos com aglomeração em todo o estado.

No documento, para explicar sobre a exigência vacinal, a entidade pontou que “em média, oito em cada dez pacientes internados em leitos de enfermaria e UTI para Covid-19 no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência no tratamento em São Paulo, não tomaram vacina contra a doença ou não completaram a imunização”.

Eles ainda afirmam que, de acordo com o secretário de saúde estadual, Jean Gorinchteyn, 76% dos 50 pacientes hospitalizados com confirmação ou suspeita de infecção na unidade não estão completamente imunizados. “Estudos e autoridades apontam que
há menos complicações causadas pela nova variante, mas nos serve de subsídio para ao pensarmos no coletivo e não no individual, valorizarmos a vacinação”.

O protocolo tem como segundo tópico o retorno da exigência de apresentação de testes negativos de PCR-antígeno. A testagem só era requerida anteriormente aos não vacinados.

“Será obrigatório a realização dos testes de antígeno 24 horas antes de cada partida, para atletas, comissão técnica, árbitros(as) e delegados(as) de jogo, até que o índice de transmissibilidade possa mudar, o que levará o Comitê a uma revisão do protocolo”.

Zé Rafael passa por testagem antes de treino no Palmeiras -
Zé Rafael passa por testagem antes de treino no Palmeiras – Cesar Greco/SE Palmeiras/Divulgação
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Em caso de resultado positivo, o período de afastamento imposto pela entidade é de dez dias após a testagem. O prazo, vale dizer, é maior do que o imposto pelo Ministério da Saúde que reduziu o período de quarentena para sete dias em caso de pacientes assintomáticos ou com sintomas leves, ou cinco dias em caso de teste negativo.

Há um adendo no protocolo: a possibilidade de retorno a partir do oitavo dia caso o atleta esteja sem sintomas e com testagem negativa. Aqueles que já tiveram Covid a partir de 1º de janeiro só precisarão ser testados daqui a quatro meses.

A pré-temporada do futebol brasileiro tem sido marcada pela grande quantidade de casos de Covid entre as principais equipes do país. Contando jogadores que se reapresentaram com o vírus, que o contraíram nas férias ou já durante os trabalhos no clube, foram mais de 70 atletas infectados até o momento, levando em consideração apenas os 12 times de maior torcida.

A situação dos grandes

O maior surto aconteceu no São Paulo, com 14 jogadores que testaram positivo: os goleiros Tiago Volpi e Thiago Couto, os zagueiros Miranda e Arboleda, os laterais Reinaldo e Welington, os meio-campistas Gabriel Neves, Rodrigo Nestor, Rafael Silva e Patrick e os atacantes Pablo, Calleri, Juan e Danilo Gomes.

Já no Santos, foram 13 atletas infectados ao todo: os zagueiros Kaiky, Luiz Felipe, Cleber Reis e Robson Reis, os meio-campistas Zanocelo, Kevin Malthus, Sandry, Vinícius Balieiro e Carlos Sánchez e os atacantes Marinho, Léo Baptistão, Ângelo e Bruno Marques.

Lucas Braga, do Santos, passa por teste antes de treino no CT Rei Pelé -
Lucas Braga, do Santos, passa por teste antes de treino no CT Rei Pelé – Ivan Storti/Santos FC/Divulgação

O Palmeiras teve 12 casos só entre os profissionais: os goleiros Weverton e Marcelo Lomba, os laterais Marcos Rocha e Jorge, os meio-campistas Patrick de Paula, Gabriel Menino, Gustavo Scarpa e Matheus Fernandes (que já deixou o clube rumo ao Athletico-PR) e os atacantes Rony, Deyverson, Breno Lopes e Rafael Navarro.

Entre os grandes, o Corinthians foi, até o momento, o que menos sofreu baixas: o meia-atacante Willian, o meia Renato Augusto e o atacante Jô, todos já liberados para treinamentos.

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