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Noite de futebol foi um festival de amadorismo e violência

Rodriguinho (Corinthians), Álvez (Barcelona), e Bruno Henrique (Santos) deram um bico no profissionalismo nesta quarta-feira

Por Luiz Felipe Castro Atualizado em 20 out 2021, 19h59 - Publicado em 21 set 2017, 10h41

Numa semana que começou com um intenso debate ético sobre a postura do corintiano Jô ao marcar um gol com o braço, a rodada desta quarta-feira das competições sul-americanas escancarou novos problemas: o descontrole emocional, a irresponsabilidade e a falta de profissionalismo de alguns atletas de elite. O maior gol contra da noite foi marcado por Bruno Henrique, do Santos, expulso na partida em que seu time foi eliminado pelo Barcelona, do Equador, por cuspir no rosto de um adversário.

O atacante santista, elogiado por suas atuações na temporada, entrou para o nem tão seleto grupo dos jogadores profissionais que confundiram coragem com violência. Poucas atitudes podem ser mais baixas que uma cusparada no rosto e não há “clima de Libertadores” que justifique tamanho descontrole. Bruno Henrique, que passou os últimos anos na civilizada liga alemã, relembrou seus tempos de várzea – se bem que na várzea as consequências poderiam ser piores que um simples tapa e um cartão vermelho. O técnico Levir Culpi o condenou. “Demos demonstração de imaturidade. Se compararmos a história do futebol brasileiro ao do equatoriano, ficamos chateados por perder na malandragem.”

Na mesma partida na Vila Belmiro, o atacante uruguaio Jonatan Álvez, do Barcelona, cometeu uma das atitudes mais infantis – e corriqueiras – do futebol: tirou a camisa ao comemorar um gol. Assim como Bruno Henrique, o jogador vem brilhando em 2017, mas, tomado pela emoção, não conteve o desejo de exibir seus músculos ao mundo todo. Levou, claro, o cartão amarelo.

Na sequência, foi expulso por abrir demais o braço e atingir o santista Alison. O árbitro deu vermelho direto, mas Álvez não poderia reclamar, pois um segundo amarelo significaria a mesma coisa: ausência no jogo de ida da semifinal contra o Grêmio. Se quiser agir como um clube profissional, o Barcelona de Guayaquil não deve relevar: uma multa, mesmo após marcar o gol histórico, talvez doesse mais em Alvez do que a suspensão.

Por fim, o papelão de Rodriguinho. Jogador com convocações para a seleção brasileira de Tite, o meia do Corinthians agiu feito um juvenil inexperiente ao dar uma solada e ser expulso com menos de dois minutos em campo na eliminação para o argentino Racing, em Avellaneda, pela Copa Sul-Americana. Rodriguinho ainda usou o argumento mais furado possível para este tipo de situação. “Foi minha primeira falta”, berrava ao árbitro, como se isso atenuasse a gravidade de sua agressão.

Mais uma vez, o excesso de “raça” confundida com violência prejudicou o Corinthians em uma competição internacional. Os torcedores lembram com desgosto das expulsőes de Guinei, Roger, Cachito Ramirez, Guerrero, Jadson, Fábio Santos e outros em situações semelhantes. Para completar o vexame, diversos atletas do Corinthians, especialmente Fagner, deixaram Buenos Aires culpando o árbitro uruguaio Leodan González, que atuou bem, pela eliminação. Diante do fraco (quase covarde) Racing, o Corinthians não avançou à próxima fase por suas próprias falhas – técnicas e disciplinares.

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