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Neymar e Guardiola, os heróis olímpicos de Brasil e Espanha

Um na Rio-2016, outro em Barcelona-1992, craques conduziram seus países ao ouro olímpico em casa; quem será o protagonista em Yokohama?

Por Guilherme Azevedo Atualizado em 23 set 2021, 18h08 - Publicado em 4 ago 2021, 12h04

A final do futebol masculino entre Brasil e Espanha será um dos pontos altos da última semana dos Jogos de Tóquio. O embate que acontece às 8h30 (de Brasília) do próximo sábado, 7, em Yokohama dará a uma das duas equipes o segundo ouro olímpico, a primeira jogando fora de casa. A seleção brasileira quer emplacar o bicampeonato, cinco anos depois de encerrar a incômoda seca na Rio-2016, com Neymar como grande referência. Do lado da Espanha, que levou ao Japão uma seleção badalada, a busca é reencontrar a vitória olímpica que não vem desde Barcelona-1992. A estrela daquela equipe também se tornou uma celebridade da bola: Pep Guardiola.

Neymar, que já tinha uma medalha de prata nos Jogos de Londres-2012, foi chamado como um dos maiores de 23 anos, justamente com a missão de liderar o Brasil à inédita conquista. Aos 24 anos, era titular absoluto do Barcelona e já tinha carreira consolidada. Já Guardiola começava a galgar a titularidade no Barça e tinha apenas 21 anos na campanha em casa. O catalão se consolidou anos depois e foi ainda mais coroado no esporte por sua carreira vitoriosa como treinador.

Brasil x Alemanha - Final Jogos Olímpicos 2016
Neymar celebra com a torcida no Maracanã Odd Andersen/AFP

No torneio de 1992, Guardiola vestia a camisa 9 de La Roja e comandava o meio de campo de um time com bons valores ofensivos, como Luis Enrique e Kiko. Ele marcou um gol na campanha, que terminou com vitória por 3 a 2 sobre a Polônia, em pleno Camp Nou, o estádio onde ambos brilhariam. Já Neymar, em 2016, usava a tradicional 10 e era o ponto alto técnico de um time que contava com os na época ainda promissores Gabriel Jesus, Gabigol e Luan. Fez quatro gols na campanha, incluindo um golaço de falta na final diante da Alemanha. Também foi ele quem mandou para as redes a última penalidade no Maracanã, após empate em 1 a 1 no tempo normal.

Para a atual Olimpíada, Brasil e Espanha confirmaram o favoritismo até a decisão. Na seleção brasileira não há um craque já consolidado do nível de Neymar em 2016, mas conta com valores em alta no mais alto nível do esporte, como os atacantes Richarlison e Matheus Cunha e o meio-campista Bruno Guimarães. Pelo lado espanhol, o principal nome é o meia Pedri González, jogador relevante do Barcelona na temporada e destaque da Euro 2020. O atacante Marco Asensio, do Real Madrid é outra esperança de gols.

Pedri atuando pela Espanha
Pedri, da Espanha, foi eleito o craque jovem da Euro e agora quer o ouro Shaun Botterill/Getty Images
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