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‘Não morreu, o mataram’: fãs pedem justiça por Maradona

Grupo de torcedores maradonianos fará manifesto no Obelisco, no centro de Buenos Aires; familiares do ídolo argentino denunciam negligência médica

Por Da Redação Atualizado em 23 set 2021, 20h22 - Publicado em 3 mar 2021, 17h44

A morte de Diego Armando Maradona, em 25 de novembro do último ano, ainda gera desdobramentos e suspeitas na Argentina. Após a divulgação de conversas e áudios entre pessoas próximas ao ídolo argentino dias antes de seu falecimento pelo site local Infobae, grupos de torcedores maradonianos organizaram uma marcha de protesto que acontecerá na próxima quarta-feira, 10, no Obelisco, monumento histórico no centro de Buenos Aires. Com base na versão de familiares, os fãs sugerem que ex-jogador foi vítima de negligência médica.

“Justiça por Diego. Ele não morreu, eles o mataram”, diz um dos cartazes, do grupo Pueblo Maradoniano, que já circulam nas redes sociais. “Todos para o Obelisco. Para exigir julgamento e punição aos culpados”, completa a mensagem publicada no Instagram. Outros grupos também aderiram a manifestação. A informação foi publicada pelo Diário Olé.

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Maradona morreu aos 60 anos devido a um edema agudo de pulmão e insuficiência cardíaca, chegando a ficar 12 horas sem atendimento médico até sofrer uma parada cardiorrespiratória. Ele era acompanhado por uma equipe especializada em sua residência, na região de Tigre, na grande Buenos Aires.

A indignação pela partida do camisa 10 ganhou força nos últimos dias após uma série de manifestações públicas da ex-mulher do jogador, Claudia Villafañe, com quem Maradona viveu até 2003 e teve duas filhas, Dalma e Giannina. “Querem fazer com que eu fique como a má da história, mas a verdade é que eu não sou e ele sabe. Estão defendendo uma pessoa que mantinha Diego sequestrado. Não posso continuar a ouvir este tipo de barbaridades”, disse Vilalfañe, pedindo punição a seu advogado pessoal, Matias Morla.

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Morla participa de parte dos áudios investigados pelo Ministério Público da Argentina, que avança para saber se houve negligência médica e homicídio culposo. Leopoldo Luque, médico pessoal de Maradona, e outras seis pessoas são investigadas pela justiça do país.

Entre os áudio divulgados, Luque pede a Morla que parassem de oferecer álcool e drogas para o ex-jogador. Ele respondeu dizendo não ser o pai de Maradona. Há um outro áudio, com participação do cunhado de Morla, pedindo para que Luque não deixasse com que as filhas cuidassem do processo de internação de Maradona e que não o levassem para a casa delas.

O médico é acusado formalmente de ter forjado assinaturas do ídolo argentino. Uma série tentativas de reproduzir a assinatura de Maradona foram encontrados em sua casa em Adrogué, província de Buenos aires. “Quanto falta para que Luque seja preso? E o inútil do psiquiatra e do psicólogo? E a enfermeira? O que a Justiça está esperando”, postou Dalma, se referindo a Luque.


O material investigativo ainda reúne mensagens pelo aplicativo WhatsApp, áudios e ligações entre diversas pessoas ligadas a Maradona, como Luque e, também, a psiquiatra Agustina Cosachov. Segundo a promotoria, ainda não há provas suficientes para determinar se houve negligência médica nos últimos dias de vida do astro do futebol.

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