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Na Série D, artilheiro do Brasil em 2022 tem futuro indefinido após junho

Com 18 gols em 18 partidas, Mário Sérgio deixou para trás nomes como Hulk, Raphael Veiga e Gabigol; camisa 9 agora quer jogar na Série A ou B

Por Klaus Richmond Atualizado em 19 abr 2022, 09h46 - Publicado em 19 abr 2022, 09h45

O atacante Mário Sérgio, do Fluminense-PI, conta que pensava em largar o futebol no último ano. Aos 26 anos, após dez meses sem clube e frustrado por uma quase ida para o Egito, parecia não restar mais grandes perspectivas para o jogador nos gramados. A melhor temporada da carreira havia sido como reserva no Botafogo-PB, em 2018, quando fez cinco gols em 24 partidas. Mas tudo mudou por completo para ele em 2022. 

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Artilheiro isolado do país, com 18 gols, deixando para trás nomes como Hulk, Raphael Veiga e Gabigol, o jogador agora estuda diversas propostas e definirá o futuro a partir de junho, na reabertura da janela de transferências nacional.

“Ele nos disse: só sai daqui [do Fluminense] para jogar para a Série A ou Série B, mas a janela já fechou, só abre em [18 de] junho. É uma coisa dele, não é do Fluminense-PI. A procura é muito grande. Apesar do contrato curto [até novembro] acertamos uma compensação financeira para o clube quando sair”, explica o gerente de futebol Vicente Medeiros a PLACAR.

Mário Sérgio marcou 18 gols em 18 jogos nesta temporada, média de um por partida. Os dois últimos serviram para eliminar o 4 de Julho na semifinal do Campeonato Piauiense. A equipe, agora, jogará a decisão diante do Parnahyba-PI. Ele também iniciou pelo clube a disputa da Série D do Brasileiro.

“Quer me deixar triste é falar que tudo isso é fácil. Na Copa do Brasil fiz gols contra o Oeste, que estava na Série B, e depois contra o Santos. Pegue um jogador de Série A e coloque nos campos daqui, não consegue nem jogar. Temos que nos adaptar demais. Caminhei muito até aqui”, conta.

Super Mario chegou ao Piauí em outubro para período de testes -
Super Mario chegou ao Piauí em outubro para período de testes – Neyla Monteiro/Fluminense EC/Divulgação

“Sobre o futuro, prefiro não falar muito. Temos a decisão do Piauiense e, depois, vamos conversar novamente”, completa.

Curiosamente, o Super Mário, modo como passou a ser chamado pela torcida, até outubro do último ano era apenas mais um dos mais de 200 DVDs de melhores momentos de jogadores enviados por empresários a analistas do clube.

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A incansável insistência feita pelo agente Edi Souza, um velho conhecido de Medeiros, fez com que o clube concedesse a ele uma oportunidade. Chegou para um período de treinamentos e impressionou a todos pelo faro de gols. Logo nos dois primeiros jogos do Piauiense, quatro gols.

“Até hoje não tenho empresário, tenho um amigo, que é o Edi, que está comigo desde 2018 e que toma frente de tudo isso para mim. Me motivou a proposta do Fluminense-PI, mas não imaginava que viveria tudo isso”, explica Mário.

Atacante deve decidir o futuro em junho, na reabertura da janela -
Atacante deve decidir o futuro em junho, na reabertura da janela – Neyla Monteiro/Fluminense EC/Divulgação

Baiano de Candeias, município a 33 quilômetros da capital Salvador, teve início difícil no futebol. Cria das categorias de base do Bahia, precisou superar uma grave lesão patelar no joelho direito, em 2013. Ficou mais de um ano afastado.

“Ali também pensei em desistir. Tentava voltar e não conseguia, foi o pior que vivi na minha carreira. O tempo passava, eu tratava, mas voltava mancando. Eu via os meus amigos jogando, treinando e chorava direto”, relata.

Deu a volta por cima em 2015, com boa aparição na Copa São Paulo daquele ano. Depois, foi emprestado ao Botafogo-SP e ao Botafogo-PB. Sem contrato com o clube baiano, acertou com o Remo, com o Botafogo-PB antes de chegar ao Fluminense-PI.

Agora, depois de uma roteiro improvável no futebol, pode ser o camisa 9 que tantos clubes aguardam para o segundo semestre.

Os artilheiros do Brasil em 2022:

1. Mário Sérgio (Fluminense-PI): 18 gols
2. Raphael Veiga (Palmeiras): 13 gols
3. Hulk (Atlético-MG): 13 gols
4. Gustavo Coutinho (Botafogo-PB): 12 gols
5. Hugo Rodallega (Bahia): 12 gols
6. Gabigol (Flamengo): 12 gols
7. Calleri (São Paulo): 12 gols
8. Léo Gamalho (Coritiba): 11 gols
9. Cano (Fluminense): 10 gols
10. Rodriguinho (Cuiabá): 10 gols

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