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Mulher denuncia beijo à força no Mineirão e lamenta o descaso do estádio

Débora Cotta, 24 anos, registrou boletim de ocorrência após o ocorrido; esse é o segundo caso de assédio contra mulheres no Mineirão em uma semana

Por Da Redação 11 nov 2021, 15h27

Os estádios de futebol no país podem se tornar um ambiente muito hostil às mulheres que vão acompanhar os seus times de coração. Nesta quinta-feira, 11, outro caso de assédio foi denunciado pela torcedora Débora Cotta, 25 anos, durante a partida entre Atlético Mineiro e Corinthians, no Mineirão, válida pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. A torcedora atleticana relata ter sido beijada à força por um homem e denunciou o caso nas redes sociais.

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Débora ainda desabafou sobre o descaso dos seguranças do estádio. “Nunca tinha passado por algo assim, e não desejo isso pra ninguém. Estou com um sentimento que não sei explicar. E o descaso do Mineirão com essa situação, me deixou pior “, afirmou. Esse é o segundo caso de assédio contra às mulheres no Mineirão em uma semana. 

Em seu relato, ela afirma que no começo do segundo tempo, se dirigiu ao bar no interior do estádio para buscar cerveja, quando o homem se aproximou, a agarrou e a beijou na boca sem qualquer consentimento dela. “Logo ele saiu correndo, eu fui atrás, e na hora da raiva eu o bati com chutes e socos. E pasmem, enquanto eu gritava que ele tinha acabado de me agarrar, a única pessoa que me ajudou foi uma moça, que me abraçou e me levou até os guardas. Solicitei ajuda dos guardas do Mineirão e a resposta que eles me deram foi: ‘’você tem testemunha? Onde está o cara?”, contou.

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Ela ainda diz que um tempo depois outro guarda a guiou até a polícia, onde a jovem registrou boletim de ocorrência. Na ocasião, a polícia teve acesso às câmeras do estádio, que registraram o momento do assédio. O suspeito, no entanto, ainda não foi localizado. 

Esse é o segundo caso de desrespeito à mulher dentro do Mineirão. Na semana passada, no dia 3 de novembro, na partida entre Atlético Mineiro e Grêmio, a estudante Karinne Marques Guimarães, 21 anos, foi vítima de outro assédio sexual, quando um homem passou a mão no corpo dela. A jovem também registrou boletim de ocorrência, e denunciou a falta de suporte das autoridades do estádio. Em um post nas redes sociais, Karina afirma que foi desencorajada, inúmeras vezes, à tomar providências pelas autoridades do local. 

“O pior de tudo é o descaso das autoridades, e a humilhação de ser tratada como suspeita no lugar de vítima, vê a enrolação, homens que deveriam tomar atitudes rindo e debochando como se não fosse nada”. 

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Em nota, a gestão do estádio diz que apura a denúncia junto à equipe de segurança contratada e está em contato com a torcedora para mais informações. Eles ainda informam que estão “aprimorando o treinamento de seus prestadores de serviço e tem trabalhado para o melhor acolhimento das torcedoras”.

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