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Messi revela mágoa em saída e quer voltar ao Barcelona como dirigente

Argentino desmentiu o presidente Joan Laporta sobre recusa a oferta para jogar de graça pelo clube, mas disse almejar cargo de secretário técnico no futuro

Por Da Redação Atualizado em 1 nov 2021, 09h22 - Publicado em 1 nov 2021, 09h11

Lionel Messi voltou a falar sobre bastidores da negociação que envolveram sua saída do Barcelona para o Paris Saint-Germain, na última janela da transferência. Nesta segunda-feira, 1º, em entrevista ao jornal Sport, da Espanha, o atacante argentino revelou mágoa pelas declarações do atual presidente Joan Laporta, a quem desmentiu ter recusado proposta para jogar de graça pelo clube, mas externou que tem como desejo trabalhar como dirigente do clube catalão após o fim do ciclo na França.

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“A verdade é que, conforme expliquei na saída, fiz todo o possível para ficar, nunca em nenhum momento me pediram para jogar de graça. Me pediram para cortar meu salário em 50% e fiz isso, sem nenhum problema. Estávamos em posição de ajudar mais o clube. O meu desejo e o da minha família era ficar em Barcelona”, explicou o jogador.

“Ninguém me pediu para jogar de graça, mas, ao mesmo tempo, me parece que as palavras que o presidente disse estão fora do lugar. Me machucam [essas declarações] porque acho que ele não precisa falar isso, é como tirar a bola de cima de você e não assumir as consequências, ou assumir o controle das coisas. Isso faz as pessoas pensarem ou gerar um tipo de dúvida que acho que não mereço”, completou.

Laporta afirmou no último dia 8 de outubro, em entrevista à rádio RAC1, que em meio a impossibilidade financeira do clube catalão tinha esperanças de que o argentino aceitasse jogar de graça para depois ser compensado financeiramente.

“Eu tive a esperança que houvesse uma mudança de rumo e que Messi dissesse que jogaria de graça, mas não podemos pensar que um jogador dessa magnitude faria isso. Temos uma relação muito boa, eu sabia que quando recuperássemos a nossa economia iríamos compensá-lo, mas não podia exigir isso”, disse o dirigente, que ainda descartou qualquer tipo de mágoa pela decisão de Messi de sair.

Depois de 17 temporadas, 35 troféus conquistados, 778 jogos realizados e 672 gols marcados pelo Barcelona, Messi foi anunciado pelo PSG em 10 de agosto com um contrato por duas temporadas, com opção de renovação por mais um, estimado em 35 milhões de euros (215 milhões de reais).

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Messi em atuação pelo PSG -
Messi em atuação pelo PSG – @PSG_inside/Twitter

Eleito em março deste ano, Laporta externou publicamente o delicado momento vivido pelo clube, que não permitiu a permanência do ídolo na Catalunha. Ele disse em 16 de agosto que a dívida do clube hoje atinge a marca de 1,3 bilhão de euros (8 bilhões de reais) e rebateu ao antecessor o cargo, Josep Maria Bartomeu, por tentar mentir em carta aos associados.

Messi, por sua vez, afirmou que voltará a morar com a esposa e os filhos em Barcelona após o fim da passagem pelo PSG e que aguardará um convite para ajudar a antiga equipe como dirigente, sugerido o cargo de secretário técnico, mas deixando em aberto a possibilidade de ocupar a função.

“Eu sempre disse que adoraria poder ajudar o clube no que pudesse ser útil e pudesse agregar e ajudar o clube a ficar bem. Eu adoraria ser uma secretária técnica em algum momento. Não sei se vai ser em Barcelona, ou não. Ou se for de outra forma. Se houver possibilidade, gostaria de voltar a contribuir no que puder porque é o clube que amo e adoraria que continuasse a ser bom, continuasse a crescer e a continuar a ser um dos melhores do mundo”, afirmou.

O PSG volta a jogar nesta quarta-feira, 3, diante do Red Bull Leipzig, pela quarta rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões. A partida será na Alemanha, às 17h (de Brasília).

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