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Messi, Neymar, Mbappé: os novos ‘galácticos’ da Europa

Investimento pesado e time repleto de craques; como o PSG busca vencer a Champions League

Por Guilherme Azevedo Atualizado em 23 set 2021, 17h54 - Publicado em 10 ago 2021, 15h44

Lionel Messi foi anunciado pelo Paris Saint-Germain nesta terça-feira, 10, e o argentino chega ao time para coroar um elenco “galáctico”. Se o Real Madrid fez história nos anos 2000 com um elenco que contava com craques do quilate de Ronaldo, Zidane, Figo, Roberto Carlos e outros, o PSG é a bola da vez quando o assunto é reunião de estrelas no elenco. Para esta temporada, os parisienses não pouparam verba e, além do argentino, grandes companhias para os astros Neymar e Mbappé foram contratadas. A meta é conquistar uma inédita Liga dos Campeões para, assim, justificar o investimento bilionário.

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Apenas pelo contexto, a chegada de Messi ao clube da capital francesa é uma das maiores movimentações da história do futebol – ainda mais por ter sido sem custos de transferência. A contratação fica ainda maior pelo reencontro do argentino com Neymar, com quem já fez parceria vitoriosa nos anos em que o brasileiro defendeu o Barcelona. Para abrilhantar ainda mais o ataque, o campeão do mundo pela França Kylian Mbappé será o terceiro nome do galáctico na frente.

Nas últimas temporadas, o PSG sofreu com um desequilíbrio no elenco, apesar de já contar com nomes como Marquinhos, Verratti e Di María. O ataque encantava e rendia grande número de gols, mas as análises apontavam deficiências defensivas e a falta de peças para reposição. A movimentação do clube no mercado da bola elevaram o patamar da equipe treinada por Mauricio Pochettino. O Paris Saint-Germain confirmou a chegada do goleiro Gianluigi Donnarumma, melhor jogador da Euro, do lendário zagueiro Sérgio Ramos, do lateral Achraf Hakimi e do meio-campista Georginio Wijnaldum para reforçar o elenco.

Apesar de contratar grandes nomes para a atual temporada, o PSG teve que desembolsar taxas de transferência apenas para o ala-direito marroquino Hakimi – os outros quatro chegaram de graça. Por outro lado, as luvas de bonificação e os salários foram altos, o que obrigará a diretoria a realizar vendas, para adequação ao Fair-Play financeiro da Uefa.

Desde a ascensão do time francês entre os grandes clubes do mercado, o protagonismo dificilmente passou longe do Parque dos Príncipes. Para formar o elenco recheado de craques, o PSG desembolsou cifras estratosféricas. Em 2017, tirou Neymar por 222 milhões de euros do Barcelona (mais de um bilhão de reais na cotação atual), a negociação mais cara de todos os tempos. Dias depois, anunciou o acordo com Mbappé, que foi de empréstimo na primeira temporada. A transação foi costurada no ano seguinte, por 180 milhões de euros.

Lionel Messi chega ao PSG já consagrado. Único homem eleito como o melhor do mundo seis vezes, o argentino tem uma extensa lista de títulos: pelo Barcelona venceu dez edições de LaLiga, oito da Supercopa da Espanha, sete da Copa do Rei, quatro da Liga dos Campeões da Europa, três da Supercopa da UEFA e três do Mundial de Clubes. Além da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 e a última Copa América pela Argentina. Chega a Paris para ajudar o clube a finalmente conquistar o principal torneio do continente.

A chegada do craque não é garantia de que o objetivo será conquistado. Vale lembrar que na fase “galáctica”, o Real Madrid passou em branco na Liga dos Campeões. Roberto Carlos, Figo e Zidane até estavam em campo o título de 2002, mas após as chegadas de Ronaldo e Beckham e o apelido estrelado pegar, o clube não levantou mais a taça europeia – a glória só voltou a Madri com a geração de Cristiano Ronaldo mais de uma década depois. Ao lado dos amigos Neymar, Paredes e Di María e da sensação Mbappé, o argentino quer provar que pode fazer história agora com uma outra camisa.

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