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Memória: Aldair também é rei em Roma

Assim como Falcão, o zagueiro brasileiro conquistou o carinho da torcida grená

Por Fernando Beagá Atualizado em 21 out 2021, 00h59 - Publicado em 4 abr 2017, 19h46

Desde que liderou a Roma na conquista do título italiano da temporada 1982/1983, acabando com uma espera de 41 anos, Paulo Roberto Falcão sustenta a coroa de Rei de Roma, status que é só dele. Tanto que o meia-atacante Francesco Totti, talvez o maior jogador da história do clube grená, é chamado de Il Capitano pelos torcedores. Capitão, aliás, que herdou a braçadeira de outro brasileiro inesquecível na Cidade Eterna: o zagueiro Aldair, a quem coube somente o apelido de Pluto – isso mesmo, o desengonçado personagem da Disney.

Antes da conclusão óbvia de que o rei Falcão ainda está vivo, e a linha sucessória tem de esperar, o próprio craque há de justificar a passagem do cetro. É atribuída a ele a frase que diz que o jogador de futebol morre duas vezes, a primeira delas quando para de jogar. Pois bem: depois que o elegante meio-campista saiu de cena, outro brasileiro de pernas longas e carinho com a bola encantou os torcedores.

Aldair é amado em Roma pelos 13 anos de dedicação ininterrupta (entre 1990 e 2003) ao clube. Homem calmo e tímido vivendo entre um povo de sangue quente, destacou-se na posição que mais produz ídolos locais, como seus contemporâneos Bergomi, Baresi e Cannavaro.

Foto: Claudio Villa/Allsport/Getty Images

Como zagueiro titular da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1994, conteve o craque Roberto Baggio na decisão. Apesar da tristeza italiana, a parcela romanista do país teve uma pontinha de orgulho pelo seu craque. Quando foi escolhido para a primeira turma do Hall da Fama da Roma, em 2012 (que incluiu Falcão), Aldair reconheceu publicamente que o apoio recebido quando recuperava-se de cirurgia no joelho direito, a meses daquele Mundial, foi fundamental para conquistar uma vaga no elenco canarinho.

Em 2000/2001, já na reta final de sua bela trajetória, igualou o feito de Falcão: ganhou o título nacional. Sem o mesmo pique, mas como importante anfitrião dos conterrâneos Cafu, Antônio Carlos Zago, Emerson, Lima e Paulo Sérgio. Ainda atuaria mais duas temporadas até ser homenageado com uma partida de despedida (em 2 de junho de 2003) prestigiada por 45 mil súditos. Aldair totalizou 436 jogos pela Roma e marcou 20 gols. Fato inédito no clube, sua camisa 6 ficou aposentada por uma década, até os dirigentes pedirem sua autorização para voltar a disponibilizá-la. Como um generoso monarca, ele consentiu.

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