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Memória: 14 craques revelados por Guarani e Ponte Preta

Enquanto a Ponte se especializou ao longo de sua história em produzir excelentes jogadores de defesa, seu rival deu ótimos atacantes ao futebol brasileiro

Por Fernando Beagá Atualizado em 21 out 2021, 01h10 - Publicado em 29 mar 2017, 16h42

Em outubro de 1978, o futebol campineiro estava em evidência. A Ponte Preta era vice-campeã paulista, enquanto o Guarani vivia a euforia do recém-conquistado título brasileiro, o primeiro de um clube do interior do país. O bom momento inspirou uma reportagem de PLACAR, que em sua edição 442 reuniu os melhores jogadores de cada equipe para uma foto inédita, apelidando aquele timaço de “Campinas FC”: Carlos; Mauro, Oscar, Polozzi e Odirlei; Zé Carlos, Renato e Zenon; Lúcio, Careca e Tuta.

Dessa equipe fictícia, Odirlei, Lúcio e Tuta não foram revelados pela Macaca, enquanto Zé Carlos e Zenon não eram crias do Bugre. Ao rabiscar uma lista de craques “puro sangue”, descobre-se uma tendência: em Moisés Lucarelli, nasceram mais defensores de renome; no Brinco de Ouro, atacantes se multiplicaram. O dérbi campineiro, assim, revela-se um belo embate entre defesa e ataque.

A Ponte revelou dois goleiros de seleção praticamente de uma vez só. Waldir Peres começou em 1970 e passou o bastão para Carlos em 1973, quando foi para o São Paulo. Cada um deles esteve em três Copas do Mundo. Na zaga, foram quatro os zagueiros que atuaram em Mundiais: Oscar, Polozzi e Juninho eram da mesma safra, dos anos 70, enquanto André Cruz se profissionalizou em 1987 já com status de craque, assediado por vários clubes – o Flamengo levou a melhor em 1989. Reconhecido como um dos líderes do Corinthians campeão mundial em 2000, Fábio Luciano começou em 1996 na Ponte.

Antes de ser titular em duas Copas e brilhar ao lado de Maradona no Napoli, Careca levou o Guarani ao título nacional de 1978. Um de seus parceiros era Renato, habilidoso meia que esteve na Copa de 1982. Ambos inspiraram a geração dos anos 80, que tinha o meia Neto, o centroavante Evair e o ponta-esquerda João Paulo. Esse trio, porém, não disputou um Mundial sequer pela seleção. A leva seguinte teve um representante em Copas: Luizão, reserva de Ronaldo em 2002. Seu contemporâneo Amoroso teve uma trajetória internacional vitoriosa, mas faltou essa marca à sua carreira.

OS DEFENSORES DA PONTE

Waldir Peres

Revelado em 1970, transferiu-se em 1973 para o São Paulo, onde tornou-se ídolo. Também passou por Guarani e Corinthians. Esteve nas Copas do Mundo de 1974, 1978 e 1982 – na última como titular.

Carlos

Vice-campeão paulista pela Ponte em 1977, 1979 e 1981, disputou três Mundiais (1978, 1982 e 1986, este como titular) e também atuou por Corinthians, Atlético-MG e Palmeiras antes de encerrar a carreira na Portuguesa, em 1993. (foto: J. B. Scalco)

Oscar

Defendeu a Ponte Preta entre 1973 e 1979. Esteve nas Copas de 1978, 1982 e 1986, sendo titular nas duas primeiras. Tornou-se ídolo no São Paulo, conquistando três Paulistas e um Brasileiro. (foto: José Pinto/PLACAR)

Polozzi

Estreou como profissional da Ponte em 1974, fez inesquecível dupla de zaga com Oscar e esteve na Copa do Mundo de 1978. Passou pelo Palmeiras e depois rodou por diversos clubes, nunca com o brilho dos tempos campineiros. (foto: José Pinto/PLACAR)

Juninho

“Sombra” de Oscar e Polozzi em seu início na Macaca, assumiu o protagonismo no início da década de 80 e chegou à seleção, convocado para o Mundial de 1982. Participou da Democracia Corintiana no título paulista de 1983.

André Cruz

Profissionalizou-se em 1987, quando já vestia a amarelinha – foi campeão pan-americano naquele ano. Ganhou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul-88, fez longa trajetória no futebol europeu e participou da Copa de 1998.

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Fábio Luciano

Começou na Ponte em 1996 e destacou-se no Brasileirão de 1999, quando a Ponte chegou às quartas e o zagueiro chamou a atenção do Corinthians. Encerrou a carreira em 2009, como capitão do Flamengo.

OS ATACANTES DO GUARANI

Careca

Campeão brasileiro em 1978 aos 17 anos, anotando o gol do título, transferiu-se para o São Paulo para ser novamente campeão nacional em 1986. Depois, brilhou na Itália. Foi titular da seleção nas Copas de 1986 e 1990. (foto: Rodolpho Machado)

Renato

Sabia organizar o meio de campo e servir o ataque. Campeão nacional em 1978, esteve no grupo de Telê Santana na Copa de 1982. Ainda atuou com destaque por São Paulo e Atlético-MG antes de jogar na Ponte no fim da carreira.

Neto

Tratado como estrela desde o juvenil, estreou como profissional do Guarani aos 16 anos. Foi vice-campeão olímpico em 1988, mesmo ano em que destacou-se no vice paulista do Bugre. Passou rapidamente por São Paulo e Palmeiras antes de brilhar no Corinthians. (foto: Ricardo Correa/PLACAR)

João Paulo

Vice nacional (1986 e 1987) e paulista (1988) pelo Guarani, é considerado injustiçado, ao lado de Neto, por não ter ido à Copa de 1990. Fez sucesso no Bari, da Itália, antes de rodar por vários clubes brasileiros depois dos 30 anos.

Evair

Participou das boas temporadas bugrinas entre 1986 e 1988, sendo artilheiro do time em todas elas. Fez o gol do título paulista que acabou com longo jejum do Palmeiras, em 1993, mesmo ano em que disputou as eliminatórias para a Copa de 1994.

Luizão

Campeão da Copa São Paulo de juniores pelo Bugre em 1994, teve de lidar com o rótulo de rebelde antes de acumular títulos por Palmeiras, Vasco, Corinthians, São Paulo e Flamengo. Foi reserva de Ronaldo na Copa de 2002. (foto: Marcos Ribolli)

Amoroso

Estourou no Guarani em 1994, quando foi artilheiro do Brasileirão. Passou rapidamente pelo Flamengo antes de fazer sucesso no exterior por Udinese e Borussia Dortmund. Foi campeão da Libertadores e mundial pelo São Paulo em 2005. Pela seleção, ganhou a Copa América de 1999.

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