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Liverpool x Real Madrid: equilíbrio e rivalidade entre gigantes

Pela terceira vez na história, eles decidem um título europeu. Em uma final sem favorito, o que não falta é motivação em Paris

Por Por Fernando Valeika de Barros, de Saint-Denis Atualizado em 27 Maio 2022, 20h04 - Publicado em 27 Maio 2022, 19h43

Quando Liverpool e Real Madrid pisarem no gramado do Stade de France, em Saint-Denis, nos arredores de Paris, para decidir a Liga dos Campeões de 2021/2022 neste sábado, 28, mais uma importante página da história do futebol será escrita. Mas, apesar de se tratar de duas gigantes instituições centenárias, os duelos entre eles não são tão numerosos. Foram apenas oito, com quatro vitórias para os espanhóis, três para os ingleses, e um empate. Em finais, este será um tira-teima.

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Curiosamente, a primeira vez que os dois gigantes se encararam foi também em Paris. E era também em uma final. Com um time que tinha sete escoceses, com o atacante Kenny Dalglish e o meia Graeme Souness, como destaques, os Reds viviam uma época de ouro. Enquanto isso, os espanhóis enfrentavam um período de jejum, desde o título europeu de 1966, contra os iugoslavos do Partizan. Mas, naquele ano, tinham montado um bom time, sob a batuta do meia alemão Uli Stielike e o perigoso Viente del Bosque.

Monótona, a partida acabou decidida por um coadjuvante improvável: o lateral-esquerdo Alan Kennedy, que acertou um chute indefensável. “Fazer aquele gol era algo tão improvável, que segundos antes de eu arrematar, meus companheiros gritavam para mim, pedindo que eu passasse aquela bola”, lembrou ele em uma entrevista ao jornal The Echo, de Liverpool.

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Matéria sobre o título do Liverpool em 1981
Matéria de PLACAR sobre o título do Liverpool em 1981 PLACAR/Reprodução

O improvável também rondou a segunda final da Liga dos Campeões disputada entre os gigantes, em 2018, desta vez , no Estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia. Logo no início da partida, o do egípcio Mohamed Salah, deixou o campo chorando e machucado, depois de uma falta dura, de Sergio Ramos, que machucou seu ombro, com meia hora de jogo. O egípcio vem se referindo constantemente ao jogo deste sábado em tom de vingança.

O atacante egípcio Mohamed Salah, do Liverpool, machuca o ombro em disputa com o zagueiro Sergio Ramos, do Real Madrid – 26/05/2018
O atacante egípcio Mohamed Salah, do Liverpool, machuca o ombro em disputa com o zagueiro Sergio Ramos, do Real Madrid – 26/05/2018 Gleb Garanich/Reuters

No finalzinho do primeiro tempo, em um lance que passou despercebido por muitos, Ramos voltou a aprontar: deu uma cotovelada no rosto de Loris Karius, o goleiro do Liverpool.  Seria um detalhe, se, pouco depois Karius não lançasse, com suas mãos, uma bola nos pés do centroavante Karim Benzema. Que agradeceu e abriu o marcador. “Naquele dia, Karius teve uma concussão cerebral”, lembrou Jürgen Klopp, o técnico do Liverpool, durante a sua última entrevista, antes da final no Stade de France, no sábado.

O fato é que Karius ainda levou um gol de bicicleta, de Gareth Bale, e voltou a falhar em mais um gol de Bale que definiu o placar de 3 a 1, Semanas depois, o Liverpool pagou 73 milhões e contratou o brasileiro Alisson. Por sinal, o goleiro titular da seleção de Tite é uma das apostas para vingar a derrota de Kiev. O gaúcho foi decisivo para levar os troféus da Emirates FA Cup e da FA Cup, contra o Chelsea. Quem sabe, ele não ajuda o Liverpool a faturar mais um troféu em 2022?

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