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Jogador do Arsenal exclui redes sociais e cita temor por exposição online

Meio-campista norueguês Martin Odegaard criticou a forma como os comentários podem impactar os jogadores: "você tem que ter cuidado com o que está exposto"

Por Da Redação Atualizado em 12 nov 2021, 17h52 - Publicado em 12 nov 2021, 17h45

O meia-campista norueguês e estrela do Arsenal, Martin Odegaard, 22 anos, afirmou à rede de televisão norueguesa TV2 que excluiu a sua conta no Twitter, e tem estado afastado das demais redes sociais. O motivo, segundo ele, é a quantidade de ”porcarias” do conteúdo no geral. Na ocasião, o jogador fez ainda um desabafo sobre a forma como os comentários online podem afetar os jogadores, além dos perigos da superexposição.

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“É um pouco assustador se você não estiver com a cabeça completamente no lugar, então você pode ser influenciado por tais coisas”, afirmou o camisa 8 do clube londrino.

O jogador confessou ainda ter medo a forma como os comentários e conteúdos anônimos podem impactar os atletas. “Diria especialmente aos jovens jogadores que devemos ter cuidado para não olharmos muito para essas coisas. Pode ser muito negativo”. Odegaard, apesar da pouca idade, já é o capitão da seleção norueguesa, além de ser peça fundamental no time de Mikel Arteta. 

“Tem muita porcaria, simplesmente. Você tem que ter um pouco de cuidado com o que está exposto. Pessoalmente não preciso de olhar para todos esses comentários. Há muita gente desconhecida e é muito estranho. Dá um pouco de medo se não você não tem a cabeça no lugar. E isso pode te afetar muito um jogador”, disse o atleta. O Instagram é o único perfil que permanece ativo do norueguês, onde acumula mais de 3 milhões de seguidores, mas sem atualizar há mais de um mês.

Apesar de não ser comum, outro caso semelhante ao do jogador norueguês chamou atenção dos brasileiros nos Jogos de Tóquio, em agosto. O atleta de vôlei Thalles era o único atleta, entre os 309 da delegação brasileira, a não possuir qualquer perfil nas redes sociais. Perguntado à época sobre o assunto, ele não descartou criar um perfil no futuro, mas que, no momento, não tem vontade.

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“Não sei, eu sou um cara mais quieto e mais família. Eu me preocupo com meus filhos e com a minha esposa. Tenho meus joguinhos que me distraem no celular. A rede social não é o meu forte, não tenho essa atração. Bastante gente se incomoda, mas eu só não curto muito. Não tem um motivo, sou meio velho. É cabeça de velho”, explicou o líbero. 

Vitinho, do Flamengo, externou preocupação por repercussão nas redes -
Vitinho, do Flamengo, externou preocupação por repercussão nas redes – Cesar Olmedo/Getty Images

O desabafo do jogador norueguês Odegaard acontece em um momento em que o comportamento e auto exposição de atletas nas redes sociais gera grande repercussão, ao mesmo tempo em que os comentários, xingamentos e até ameaças ao desempenho de jogadores também se intensificam no online. O jogador Vitinho, do Flamengo, teve cenário parecido.

Devido a desempenhos ruins dentro de campo, o jogador abandonou uma de suas redes em novembro do ano passado. Em entrevista ao ge.com ele afirmou que os comentários frequentes o impactavam. “Isso foi algo que me chateava um pouco, me deixava triste, então eu realmente me afastei. Queria poder me recompor e superar todas as adversidades que eu estava vivendo, não só no futebol, como na vida também”. 

No entanto, as redes sociais foram usadas para outro fim. Em outubro, 27, o meio-campista australiano Josh Cavallo, do Adelaide United, se declarou publicamente homossexual, e utilizou as redes sociais para publicar um vídeo emocionado em que fala abertamente sobre a orientação sexual, declarando ter “lutado contra” por mais de seis anos.

Josh Cavallo ganhou enorme repercussão nas redes sociais ao assumir orientação sexual -
Josh Cavallo ganhou enorme repercussão nas redes sociais ao assumir orientação sexual – Albert Perez/Getty Images

Em outro caso, o comportamento nas redes repercutiu até na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Em entrevista coletiva do último dia 29 de outubro, o técnico da seleção brasileira, Tite, precisou reafirmar a intolerância à homofobia e outros preconceitos na CBF, após seu filho e auxiliar, Matheus Bacchi, curtir publicações com conteúdo crítico ao movimento LGBT+, em seu perfil nas redes sociais. 

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