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Joaquín Sánchez é ídolo ‘quarentão’ do Betis e figura ímpar do futebol

Atual campeã da Copa do Rei, equipe verdiblaco enfrenta o Barcelona neste sábado, 7, às 16h (de Brasília), com o seu ídolo maior em campo

Por Da redação Atualizado em 6 Maio 2022, 21h25 - Publicado em 7 Maio 2022, 04h00

Quantos atributos são necessários para fazer de um jogador um ídolo? A história de Joaquín Sánchez com o Real Betis, certamente, é um casamento para ficar na história. Com duas décadas de carreira no futebol, o meio-campista espanhol viveu do doce ao amargo, tanto no clube de Sevilha, quanto na seleção de seu pais. Hoje com 40 anos – faz 41 em 21 de julho – é um dos poucos ‘quarentões’ que seguem brilhando em campo. A carreira foi coroada no último dia 24 de abril quando ergueu o título da Copa do Rei.

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Joaquín é o jogador de linha com mais partidas por La Liga, o Campeonato Espanhol, e também o atleta que mais vezes vestiu a camisa do Betis na história: 507 vezes. Em toda sua carreira, contanto passagens por clubes e pela seleção, disputou 914 jogos e fez 113 gols.

Mas se no futebol as carreiras de futebolistas são, por vezes, resumidas à conquista de títulos, a de Joaquín, contudo, é uma exceção. O jogador possui apenas três troféus, todos da Copa do Rei: a primeira em 2005, com o próprio Betis, a segunda em 2008, com o Valencia, e a última recém conquistada.

E foi mesmo a conquista recente do camisa 17 com o Betis a coroação de uma passagem grandiosa. Na finalíssima, diante do Valencia, vitória nos pênaltis após empate empate por 1 a 1 nos 90 minutos.

O capitão já não tem ritmo para um jogo inteiro, vem sendo reserva na atual temporada e costuma entrar na etapa final. Mas, naquele jogo, entrou e converteu sua penalidade.

“Quando o treinador me disse para chutar em segundo lugar, eu disse: ‘vou chutar no estilo Panenka’ (cavadinha), juro, mas como vi que o goleiro segurou por muito tempo no primeiro pênalti, não ousei mais”, brincou o jogador em entrevista ao jornal espanhol Marca após a conquista.

Ao fim, foi campeão da Copa do Rei pela terceira vez, seu segundo pelo time verde e branco. E por trás de todo o carisma e bom humor tão presentes na carreira, se deu a oportunidade de ir às lágrimas e se emocionar com os companheiros naquilo que pode ser sua última taça na carreira.

Joaquin ao lado do técnico do Betis
Joaquín ao lado do técnico do Betis – @RealBetis/Twitter

“Foram dias muito longos, dias de muitas emoções, de muitas lágrimas de alegria, de repetir na cabeça vezes sem conta aquele momento em que Juan marca o último pênalti, de comemorar com o povo e, claro, levantar a Copa para o céu de Sevilha na frente de todos os Betis. Isso vai ficar na história e foi um momento especial”, completou em entrevista ao jornal.

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Assim como na conquista de 2005, então com 24 anos, reproduziu a mítica foto ao lado da taça nesta edição.

Joaquin começou no sub-19 do clube -
Joaquín começou no sub-19 do clube – @joaquinarte/Instagram

Nascido em 21 de julho de 1981, na pequena província de El Puerto de Santa María, ao oeste da Espanha, Joaquín iniciou nas categorias de base do Real Betis com 16 anos. Pouco tempo depois, estreou entre os profissionais em um momento delicado da história do clube, que disputava a segunda divisão do espanhol. Em 2000/01 a equipe conquistou o acesso e quatro anos mais tarde, foi campeão da Copa do Rei, encerrando um jejum de 28 do clube sem vencer na competição.

Joaquín teve um início avassalador. Foi eleito a revelação da La Liga na temporada 2001/02 e, com 21 anos, foi convocado pela seleção espanhola para a Copa do Mundo de 2002. No jogo das quartas de final, errou o pênalti que eliminou a Espanha daquela edição. Com a seleção disputou ainda a Copa de 2006 e a Euro de 2004.

Embora boa parte da carreira tenha sido vivida com as cores verde e branco, o jogador deu um ‘até logo’ ao Betis em 2006. Naquele ano, se transferiu ao forte time do Valencia, onde ficou por cinco temporadas e disputou 215 jogos.

Teve ainda marcantes passagens pelo Málaga (de 2011 a 2013, onde atuou em 70 partidas) e o italiano Fiorentina (2013 a 2016, outros 71 jogos).

Ao longo da carreira atuou ao lado dos brasileiros ex-jogadores Denilson, Marcos Assunção e o meio-campista Júlio Baptista.

Desde de que retomou ao Betis em 2015, é dono de 2% do clube. Personagem ímpar do time e também do futebol, não esconde sua admiração pelo lugar que o revelou. Aos 40 anos, Joaquín Sánchez anunciou a extensão de seu contrato na festa de comemoração do título, em meio a abraços e aplausos de jogadores e  de sua torcida.

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