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Ídolo ucraniano, Shevchenko desabafa sobre guerra e agradece italianos

"Nós, ucranianos, resistiremos", disse o ex-atacante, que destacou generosidade do povo italiano ao falar sobre a recepção aos refugiados da guerra

Por Da redação Atualizado em 13 mar 2022, 18h38 - Publicado em 13 mar 2022, 17h02

A guerra na Ucrânia também afeta diretamente o mundo do futebol e a vida de craques que marcaram história. Ídolo do Milan, o ex-atacante ucraniano Andriy Shevchenko concedeu entrevista ao jornal italiano Corriere Della Serra e desabafou sobre o conflito que ocorre no seu país.

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“Não é um conflito, não é uma operação especial. É um assalto. Um crime contra civis. Ninguém quis acreditar, até o fim. Não imaginávamos que a Rússia faria isso conosco. Parecia-nos impossível”, disse o ex-jogador.

Ídolo do futebol ucraniano, Shevchenko também chegou a dirigir a seleção de seu país durante cinco anos, entre 2016 e 2021. Em relato forte, ele disse que seus pais permanecem no país natal, mesmo com o conflito instaurado pelo exército russo.

“Eu os ouço várias vezes ao dia. Minha mãe e minha irmã estão em casa, a 25 minutos do centro de Kiev. Agora, outros parentes se juntaram a eles, incluindo minha tia, que passou quatro dias trancada no porão. Ele mora perto de um aeroporto e seu bairro foi bombardeado”, relatou. 

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Ao ser perguntado o motivo pelo qual seus pais não se juntaram a ele na Itália, Shevchenko foi firme: “Porque é a sua pátria, a sua terra, a sua casa. Eu teria preferido me juntar a eles. Por que eles deveriam ter ido embora?”, disse o ex-jogador, que também revelou sentir vontade de voltar ao seu país, mesmo neste momento de tensão. 

Ao falar sobre a Itália, Shevchenko destacou as iniciativas no país, como doações em dinheiro e de materiais para a Cruz Vermelha, além de iniciativas do próprio Milan, que colocou à venda réplicas de camisas do ex-jogador para arrecadar fundos ao povo ucraniano.

Por fim, ele falou ainda sobre a generosidade dos cidadãos italianos, e mostrou esperança de que o país receberá bem os refugiados da guerra na Ucrânia. “Milão e Itália são a minha segunda pátria. Milão é uma cidade particularmente generosa. Estou certo de que ela pode e irá acolher muitos ucranianos que fogem da guerra. Quase todos serão crianças, mulheres e idosos, porque os homens entre os 18 e os 60 anos não podem sair do país”.

Ainda durante a entrevista, Shevchenko julgou como correto o fornecimento de armas para a Ucrânia, sob a justificativa de autodefesa. Além disso, aprovou a sanção da Fifa à Rússia, que impediu o país de disputar a próxima Copa do Mundo. 

Atualmente com 45 anos, Shevchenko é o grande ídolo do futebol ucraniano. Ele começou a carreira no Dínamo de Kiev e depois chegou ao Milan, onde fez história e conquistou a Liga dos Campeões da Europa na temporada 2002/2003. Em 2004, foi o vencedor do prêmio Bola de Ouro, com status de melhor jogador do mundo. Ele ainda passou pelo Chelsea antes de retornar ao Milan e, por fim, encerrar a carreira de volta no Dínamo de Kiev. Pela seleção ucraniana, como jogador, marcou 48 gols em 111 jogos.

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