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Ibra ainda reluta sobre aposentadoria; lembre quem seguiu depois dos 40

Joaquín, Buffon e Kazu - em atividade - são só alguns dos exemplos dos longevos para motivar o sueco a seguir; lista dos quarentões tem nomes de peso

Por Da redação Atualizado em 6 Maio 2022, 19h32 - Publicado em 8 Maio 2022, 04h00

Paulo Roberto Falcão desfilou classe e elegância nos gramados, mas foi fora deles que cunhou uma célebre e inesquecível frase ao dizer que “o jogador de futebol morre duas vezes”, a primeira delas ao pendurar as chuteiras. A sinceridade de Falcão, hoje, traduz o dilema vivido pelo experiente atacante sueco Zlatan Ibrahimovic, do Milan.

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Aos 40 anos e com contrato até 30 de junho com o Milan, o jogador conhecido por frases egocêntricas e polêmicas agora exibe uma face mais sincera admitindo que o fim – no futebol – pode mesmo estar próximo. Ele ainda deseja seguir atuando.

“Durante minha carreira eu passei por momentos diferentes. Tive momentos em que eu queria parar de jogar. Eu estava no meu auge e pensava que deveria parar no meu auge. Então, sofri uma contusão grave e entendi como era ficar sem jogar. Isso me trouxe de volta o ânimo para continuar jogando e, desde então, eu só penso em continuar jogando”, disse em recente entrevista ao podcast The Gab & Juls Show, da ESPN.

“Não quero ter arrependimentos quando eu parar. Quando chegar o momento não quero ter a sensação de que poderia ter jogado mais, quero tirar até a última gota da minha carreira. Quero ter certeza que não tenho mais nada a oferecer”, completou o jogador, antes de admitir que pode considerar opiniões de pessoas próximas para decidir o futuro.

“O ego não pode ser grande o suficiente para eu pensar que você é o melhor, mas na hora não consegue corresponder. Nesse caso é importante que alguém que te ame de verdade te faça cair na real. Se alguém que me ama perceber que eu não consigo mais jogar, eu peço para que me faça cair na real, mas até agora ninguém fez isso. Ou as pessoas têm medo de mim, ou sabem que eu sou o melhor. Acredito que só existem essas duas opções”, comentou.

Ibrahimovic após choque com Medel em jogo pelo Campeonato Italiano -
Ibrahimovic na atual temporada: oito gols em 25 jogos – Miguel Medina/AFP

Na atual temporada, o atacante marcou oito gols em 25 jogos – o Milan fez 45 até aqui. Com passagens por Ajax, Juventus, Inter de Milão, Barcelona, Paris Saint-German e Manchester United, a maior parte delas como protagonista, a fila de quarentões no futebol é grande para estimular Ibra a seguir. PLACAR relembra alguns casos:

Joaquín (em atividade)

Aos 40 anos – e perto de completar 41 (em 21 de julho) -, o meia espanhol segue em atividade pelo Betis. Campeão da Copa do Rei no último dia 23 de abril, anunciou ainda em meio as comemorações que renovará contrato com o clube por mais uma temporada.

Revelado pelo próprio Betis, jogou profissionalmente pelo clube entre 1999 e 2006. Passou por Valencia, Málaga e Fiorentina e retornou à casa em 2016. É o jogador que mais vestiu a camisa do time de Sevilha e o mais velho a marcar três gols em uma partida de La Liga. Tem ainda 51 jogos e quatro gols pela seleção espanhola.

Joaquín, do início ao atual momento pelo Bétis - La Liga/Facebook
Joaquín, do início ao atual momento pelo Bétis – La Liga/Facebook

Javier Zanetti

Depois de uma incrível volta por cima após se recuperar de uma cirurgia no tendão de Aquiles já na reta final de carreira, o lateral argentino atuou em alto nível até os 40. Parou com quase 41, em maio de 2014. Foram 19 temporadas pela Inter de Milão, 851 partidas disputadas, cinco títulos italianos, quatro Copas da Itália, além de uma Champions e um Mundial de Clubes, em 2010.

Revelado pelo Talleres, o defensor atuou pelo Banfield na Argentina e ficou de 1995 a 2014 em atividade na Europa antes do adeus. Fez, também, cinco gols em 143 jogos pela seleção de seu país.

Javier Zanetti foi capitão da Inter na conquista da Liga dos Campeões e do Mundial de Clubes de 2010
Javier Zanetti liderou a Inter a importantes títulos – Dino Panato/Getty Images

Gianluigi Buffon (em atividade)

Um dos maiores da história em sua posição, o lendário goleiro italiano completou em 28 de janeiro 44 anos – e nem pensa em parar. De volta ao Parma, o clube que o revelou no fim da década de 1990, atualmente na segunda divisão italiana, o veterano acredita que poderá jogar até os 50.

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Campeão do mundo em 2006, Buffon jamais negou o objetivo de convencer o técnico Roberto Mancini a convocá-lo novamente para a seleção, ainda que como terceiro goleiro.  Ele já foi a cinco Copas: como reserva em 1998 e titular em 2002, 2006, 2010 e 2014. O recorde poderia ter sido batido em 2018 ou 2022, mas a Itália acabou ficando fora.

“Gigi”, como é conhecido, ainda tem marcante passagem pela Juventus, clube pelo qual conquistou dez títulos da Série A italiana, além de uma Série B e se transformou em ídolo.

Buffon, ídolo do Parma, atualmente na segunda divisão
Buffon, ídolo do Parma, atualmente na segunda divisão – Parma Calcio/Divulgação

Romário

Romário de Souza Faria tinha credenciais de sobra para estender a carreira – e assim o fez. Melhor do jogador do mundo em 1994 e goleador por onde passou (Vasco, PSV, Barcelona, Flamengo e seleção brasileira são os principais), parou com 1.002 gols (em sua conta pessoal), 32 títulos na carreira – o principal deles o da da Copa do Mundo de 1994 – e aos 42 anos, jogando pelo América-RJ, o time de coração de seu pai.

Aos 39, em 2005, o Baixinho terminou o Campeonato Brasileiro como principal goleador da competição, ao lado do argentino Carlos Tévez, com 21 gols. Fez 70 jogos pela seleção, marcou 55 gols. Foram 326 gols pelo Vasco, 204 pelo Flamengo e outros tantos pelos clubes em que passou.

Romário, decisivo para a seleção e eleito o craque da Copa de 1994 -
Romário, decisivo para a seleção e eleito o craque da Copa de 1994 – Pedro Martinelli/VEJA

Paolo Maldini

Não há como desassociar Milan e Paolo Maldini. O antigo lateral e zagueiro conquistou nada menos do que 25 títulos pelo clube rossoneri, participou de grandes equipes, foi capitão, levantou cinco Champions, fez 902 jogos e fincou o seu nome na história. Parou aos 40 – perto de completar 41. Também vestiu a camisa da seleção italiana por 126 vezes. Com o tempo, passou a jogar mais como zagueiro e hoje é dirigente do time italiano.

Paolo Maldini, jogando pelo Milan, em 2007
Paolo Maldini jogando pelo Milan, em 2007 Neal Simpson/Getty Images

Kazu Miura (em atividade)

O atacante japonês segue em atividade mesmo aos 55 anos. Nesta temporada, o jogador que atuou no futebol brasileiro por Santos, Palmeiras, Coritiba, CRB-AL e outros clubes do Brasil defende o Suzuka Point Getters, equipe da quarta divisão do Japão e 13ª equipe da longeva carreira no futebol.

Idolatrado em seu país, “King Kazu” se tornou em 2017 o jogador profissional mais velho em atividade no mundo e também o mais velho a ter marcado um gol em competições oficiais, superando a lenda inglesa Stanley Matthews, que detinha os dois recordes.

O veterano chegou até a inspirar o autor da série de mangá ‘Capitão Tsubasa’ (conhecida como ‘Super Campeões’, no Brasil), Yoichi Takahashi, e virou um grande garoto-propaganda do esporte. Retornou ao seu país no começo dos anos 1990.

O jogador Kazuyoshi Miura atuará na quarta divisão do Japão -
Kazuyoshi Miura atua na quarta divisão do Japão – Toru Yamanaka/AFP

A lista ainda tem diversos outros nomes como do alemão Lothar Matthäus, o camaronês Roger Milla, o dos brasileiros Mauro Galvão, Vitorino Hilton, aposentado aos 43 anos em julho do último ano, e Rivaldo, além do inglês Stanley Matthews, único jogador a atuar na primeira divisão inglesa com mais de 50 anos.

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