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Há 25 anos, Telê e Cryuff faziam pacto pelo bom futebol

Treinadores dirigiram São Paulo e Barcelona na final do Mundial de 1992

Por Da redação Atualizado em 20 out 2021, 17h54 - Publicado em 13 dez 2017, 13h47

No dia 13 de dezembro de 1992, São Paulo e Barcelona decidiram o título do Torneio Intercontinental — Mundial de Clubes, no qual o time brasileiro sagrou-se campeão pela primeira vez. No comando das equipes, estavam dois treinadores amantes do futebol ofensivo e bem jogado, que fizeram um pacto pelo bom futebol duas noites antes da final: Telê Santana e Johan Cruyff.

Quem contou a história foi o árbitro daquela partida, o argentino Juan Carlos Loustau, em entrevista à Agência EFE. Sem sono por causa do fuso horário do Japão, local da partida, ele foi convidado para um bate-papo entre os treinadores no saguão do hotel em que estavam na madrugada do dia 11. 

Time campeão mundial de 1992. Na fila de cima, Gilmar, Toninho Cerezo, Vítor, Palhinha, Ronaldo Luís, Macedo, Válber e Marcos Adriano; na fila do meio, Cuca, Maurício, Muller, Adílson, Ronaldão, Lula e Carlos Alberto; sentados, Dinho, Suélio, Cafu, Elivélton, Rogério, Zetti, Marcos, Catê, Raí e Pintado
Time campeão mundial de 1992 Ricardo Correa/VEJA

“Eles falavam de futebol como se fosse algo sagrado. Diziam que interromper uma partida com simulações de lesões, esconder a bola ou fazer uma substituição para ganhar segundos não era válido”, afirmou o árbitro. “Estavam convencidos que perder jogando bem não era fracassar e que em uma partida leal, com respeito aos princípios, não há vencedores nem vencidos”, completou.

São Paulo x Barcelona - 1992
Raí, do São Paulo, no jogo contra o Barcelona, na final do Mundial Interclubes de 1992 Ricardo Correa/Placar

Telê Santana e Johan Cruyff entraram para a história do futebol por seus triunfos mas também por suas derrotas. O primeiro no comando da seleção brasileira na Copa de 1982, que encantou o mundo, mas perdeu para a Itália. O segundo jogando pela seleção holandesa de 1974, no Carrossel Holandês, que também agradou a todos, mas perdeu a decisão da Copa para a Alemanha.

“Cruyff e Santana queriam ganhar, mas não de qualquer forma”, completou Lostau. “‘Negócio fechado’, disse Cruyff, enquanto Santana me perguntava se eu iria participar, e eu coloquei minha mão no topo.”

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