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GRUPO C – França: rejuvenescida e de volta ao status de favorita

Encabeçada pelo habilidoso atacante Mbappé, nova geração dos azuis justifica o sonho do bicampeonato mundial

Por Fernando Beagá Atualizado em 28 set 2021, 20h47 - Publicado em 15 Maio 2018, 15h38

Depois de finalmente conquistar o título mundial, quando sediou a Copa do Mundo de 1998, a França teve um desempenho irregular nas competições seguintes. Entre as péssimas campanhas de 2002 e 2010, quando não passou da primeira fase, chegou ao vice-campeonato em 2006, quando sucumbiu à Itália somente na decisão por pênaltis. Por fim, caiu nas quartas de final de 2014, em partida duríssima contra a Alemanha, que posteriormente aplicaria o 7 a 1 sobre o Brasil e conquistaria o título sobre a Argentina. Nos últimos quatro anos, uma safra de jovens talentosos pediu passagem a ponto de colocar a seleção francesa como uma das candidatas ao título em solo russo. A equipe é a favorita do Grupo C, no qual enfrenta Peru, Dinamarca e Austrália.

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo 2018

Na Eurocopa de 2016, a responsabilidade de ser anfitriã fez o técnico Didier Deschamps insistir em um elenco mais experiente, com os laterais Sagna e Evra e o atacante Gignac — todos fora dos planos atuais. Ainda assim, já contava com o meia Paul Pogba (eleito pela Fifa o melhor jogador jovem da Copa de 2014) e o zagueiro Umtiti como titulares, e os atacantes Martial e Coman entre os reservas. “Les bleus” (os azuis) perderam a taça na decisão contra Portugal, depois de uma categórica vitória na semifinal sobre a Alemanha, por 2 a 0, com gols de Antoine Griezmann. O doído vice-campeonato foi a senha para abrir de vez o caminho para os novatos.

Griezmann é o elo entre as duas gerações. O atacante do Atlético de Madrid já tem 27 anos e vai para sua segunda Copa. Esteve em todas as dez partidas das Eliminatórias (fez quatro gols) e foi o artilheiro da Eurocopa-2016 (seis gols), ano em que disputou o prêmio de melhor jogador do mundo contra os imbatíveis Messi e Cristiano Ronaldo, que se alternam com a honraria desde 2008. Apesar do protagonismo, tem o privilégio de sua seleção não depender de seu brilho solo. O ataque francês está repleto de opções.

Deschamps sempre gostou de escalar sua equipe no esquema 4-3-3, com Griezmann pelo lado do campo. Mas, com tantos atacantes à disposição, recuou seu astro para uma posição central, liberando a ponta-direita para o impressionante Kylian Mbappé (do Paris Saint-Germain). Pela esquerda, Lemar (do também francês Monaco) e Dembélé (Barcelona, da Espanha) disputam a vaga. Todos garotos, velozes e habilidosos.

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A interrogação do treinador é na vaga de centroavante. O titular, Olivier Giroud, não fez uma boa temporada pré-Copa. Em janeiro, trocou o Arsenal por outro clube inglês, o Chelsea, sob o argumento de voltar a atuar com regularidade. Na nova equipe, entretanto, igualmente se tornou suplente. Outra opção de Deschamps é deslocar Dembélé para a direita e escalar Mbappé no comando do ataque. O teste deu certo: o jovem parceiro de Neymar fez dois gols no amistoso contra a Rússia (vencido por 3 a 1), em março. Isso depois da surpreendente derrota de virada (3 a 2) para a Colômbia, no Stade de France, que serviu como alerta.

O meio de campo é fiel ao estilo de Didier Deschamps, ex-volante seguro na marcação e com passe preciso — além de capitão da França no título de 1998. Ele tem em Pogba seu homem de confiança. O craque do Manchester United supera o mestre: chega à frente com muita qualidade, seja para o cabeceio ou com seu chute perigoso, inclusive em cobranças de falta. Kanté (Chelsea) e Matuidi (da italiana Juventus) disputam o outro posto na armação.

A defesa francesa é o setor mais complicado. Absoluto, apenas o goleiro Lloris, que vai para sua terceira Copa. Entre más atuações e contusões, ninguém se firma nas laterais. Na zaga, parece óbvia a jovem dupla que brilha na Espanha, Umtiti (Barcelona) e Varane (Real Madrid).

Se conseguir boas respostas a suas últimas dúvidas e os principais jogadores entregarem em campo o que prometem, a França pode concretizar o bicampeonato mundial. A diferença para o título de vinte anos atrás é que agora há três candidatos a herói (Pogba, Griezmann e Mbappé), enquanto Zinedine Zidane confirmou naquela vitória de 3 a 0 sobre o Brasil o que se esperava somente dele.

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