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GRUPO A – Egito: finalmente em palco mundial, com protagonista à altura

Entre os melhores jogadores da atualidade, atacante Salah é o termômetro do desempenho da seleção egípcia, de volta a uma Copa após 28 anos

Por Fernando Beagá Atualizado em 28 set 2021, 20h56 - Publicado em 14 Maio 2018, 11h23

É quase inacreditável que o Egito tenha ficado fora dos Mundiais desde 1990 e, ao mesmo tempo, conquistado a Copa Africana de Nações quatro vezes (1998, 2006, 2008 e 2010) durante essa lacuna. A mesma dramaticidade nas doídas não classificações se viu no jogo que valeu a vaga à Copa do Mundo da Rússia, pelas Eliminatórias da África. O gol da vitória por 2 a 1 sobre o Congo, em 8 de outubro de 2017, só veio aos 50 minutos do segundo tempo, anotado de pênalti pelo craque Mohamed Salah.

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo 2018             

Salah simboliza o novo momento egípcio. Estreou na seleção em 2011, depois da grande fase da década anterior, e custou ao Liverpool, da Inglaterra, 45 milhões de euros pagos à Roma, da Itália — seu valor de mercado já praticamente dobrou desde então.

Os principais companheiros de ataque de Salah ajudaram a construir esse retorno ao Mundial. Com ele, Abdallah Said (Al-Ahly, do Egito) e Ahmed Hassan (Braga, de Portugal) somaram dez dos doze gols dos “faraós” nas Eliminatórias. E estiveram juntos no vice-campeonato na Copa Africana de Nações de 2017, quando perderam a decisão para Camarões, mas recolocaram o país em evidência.

Se há uma nova geração no ataque, o técnico argentino Héctor Cúper, no cargo desde 2015, conta com alguns veteranos na defesa, que se revezam com a braçadeira de capitão. O goleiro El-Hadary (do saudita Al Taawon) defende seu país desde 1997, participou dos quatro títulos africanos e vai se tornar o jogador mais velho a disputar uma Copa do Mundo, aos 45 anos — superando o colombiano Mondragón, que em 2014 tinha 43. Os laterais Fathi (Al-Ahly), Elmohamady (do inglês Aston Villa) e Abdelshafi (do saudita Al-Fateh) brigam por duas vagas no time titular.

Primeiro país africano a jogar um Mundial (na Itália, em 1934), o Egito chega a sua terceira participação sonhando ir além da primeira fase. Considerando os uruguaios (adversários da estreia) favoritos, o plano é tentar superar a vantagem de jogar em casa da seleção russa e impor-se sobre a vizinha Arábia Saudita na terceira rodada do Grupo A. Com Salah inspirado, missão possível.

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