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Governo de São Paulo decide paralisar o futebol no Estado

O governador João Doria considerou os números recordes da pandemia para bater o martelo e interromper diversas atividades, incluindo o esporte profissional

Por Alexandre Senechal Atualizado em 23 set 2021, 20h18 - Publicado em 11 mar 2021, 12h22

O futebol vai mesmo parar em São Paulo. O governador João Doria chegou à decisão nesta quinta-feira, 11, após decidir que irá restringir algumas atividades dentro do Estado para tentar frear o aumento da pandemia do novo coronavírus, entre elas o esporte de alto nível. Cerca de uma hora depois da publicação desta reportagem, o político fez o anúncio da paralisação na coletiva de imprensa diária no Palácio dos Bandeirantes.

Doria confirmou medidas restritivas em vários setores da sociedade, na chamada fase emergencial SP, entre os dias 15 a 30 de março. Futebol ficará parado no período. Os jogos do Campeonato Paulista marcados nestas datas não poderão ser realizados dentro dos limites estaduais. A rodada deste final de semana acontece normalmente.

“Seguiremos no bom diálogo com a Federação Paulista de Futebol. O presidente Reinaldo Carneiro Bastos é de excepcional no diálogo, construtivo nas suas abordagens e ampara as suas considerações com o Comitê que o assessora, e nós reconhecemos isso, por isso é um diálogo construtivo e que não fica cessado com as decisões de hoje. Continuaremos a dialogar com a FPF, especificamente com o seu presidente que tem a minha estima e respeito”, afirmou Doria sobre as conversas com a entidade que regula o futebol no Estado.

Apesar do bom diálogo, a FPF e os clubes não gostaram do veredicto e vão realizar uma reunião ainda nesta quinta-feira, às 15 horas, para estudar alternativas – que incluem tentar reverter a situação junto ao poder público ou realizar as partidas normalmente em outros estados. “Estamos em uma fase emergencial, com prejuízo a todos os setores. Haverá desgaste para toda a sociedade, toda a atividade comercial, econômica e mobilização de pessoas para preservar vidas. Com relação ao futebol estamos atendendo a um ofício e recomendação do Ministério Público e isso fugiu da nossa alçada”, explicou José Medina, membro do centro de contingência do Estado.

A paralisação em São Paulo acontece na contramão do movimento feito pela Confederação Brasileira de Futebol. A CBF apresentou um relatório na manhã da quarta-feira, 10, garantindo a segurança do protocolo adotado pelos clubes para a continuação das atividades. Segundo o secretário-geral da entidade Walter Feldman, “o futebol é seguro, controlado, responsável e tem todas as condições para continuar”.

Com a proibição de realizar partidas dentro do território paulista, os confrontos válidos pela Copa do Brasil na próxima semana com clubes paulistas mandantes (Marília x Criciúma e Mirassol x Red Bull Bragantino) terão ou que ser adiados, ou realocados para outro estado.

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