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Galiotte defende austeridade e celebra ‘Palmeiras protagonista’

Em fim de mandato, presidente alviverde cita frutos colhidos com investimento nas categorias de base e com controle financeiro durante a pandemia

Por Luiz Felipe Castro Atualizado em 8 out 2021, 08h59 - Publicado em 8 out 2021, 08h00

Maurício Galiotte vive com expectativa os seus últimos momentos como presidente do Palmeiras. Sob o mandato do empresário de 52 anos, iniciado em 2017, o clube alviverde ergueu quatro troféus importantes (um Brasileirão, um Paulista, uma Copa do Brasil e uma Libertadores). Antes de ceder o posto, ao que tudo indica a Leila Pereira, a dona da patrocinadora Crefisa e candidata única ao próximo pleito, ele espera conquistar novamente a taça continental na decisão diante do Flamengo, em Montevidéu, no Uruguai, em 27 de novembro. Em entrevista a PLACAR, Galiotte usou uma palavra para definir sua gestão, sobretudo em tempos de crise causada pela pandemia de Covid-19: consistência.

Apesar de todas as conquistas, Galiotte não escapou de contestações. Em 2021, o Palmeiras optou por maior austeridade financeira, o que chegou a irritar alguns torcedores e até mesmo o técnico Abel Ferreira. Se em 2017, seu primeiro ano de mandato, os gastos com reforços ultrapassaram 110 milhões de reais, desta vez o único grande investimento foi no lateral uruguaio Joaquín Piquerez, por cerca de 19 milhões de reais (Dudu e Jorge chegaram sem custos). O presidente explica que o investimento na base, que revelou nomes importantes como Gabriel Menino, Danilo, Patrick de Paula, Wesley, Gabriel Verón, entre outros, foi o que possibilitou seguir brigando por títulos mesmo com um mercado mais tímido.

“Desde o início da gestão estabelecemos como meta atingir e sustentar a condição de protagonista. Para isso, seria necessário contar com um elenco qualificado e amplo, disponibilizar infraestrutura e suporte de alto nível e manter sempre a motivação do grupo elevada. A promoção de recursos das categorias de base nos permitiu fortalecer o elenco sem ter de buscar recursos vultosos no mercado. Isso foi possível graças ao trabalho iniciado anos atrás”, afirmou Galiotte.

O mandatário reforçou os desafios de manter a saúde financeira e a estabilidade dos funcionários em tempos de caos sanitário. “Logo no início da pandemia mostramos aos nossos colaboradores que a preservação das relações de trabalho era prioridade e que faríamos tudo que estivesse ao nosso alcance para lhes proporcionar segurança e tranquilidade. Podemos resumir tudo numa palavra: consistência, que se revelou uma considerável vantagem competitiva num período de extrema turbulência.”

Galiotte deu a entender que a partir do ano que vem, com o retorno do público total ao Allianz Parque, e já sob o comando de sua sucessora Leila Pereira, o Palmeiras deve realizar mais contratações. “O investimento da Crefisa/FAM é um diferencial competitivo sem nenhuma dúvida e a próxima gestão certamente não abrirá mão do protagonismo esportivo, o que implica em contar com um time altamente competitivo”, disse. “O futebol possui dinâmica própria determinada pela promoção de atletas da base, venda de jogadores diante de oportunidades de mercado e compras para suprir deficiências ou recompor o elenco, e os grandes investimentos devem ser pontuais.”

Além da Libertadores, o clube paulista ainda briga pelo título do Brasileirão (é o segundo colocado com 39 pontos, 11 a menos que o líder Atlético Mineiro). A PLACAR de outubro, já disponível em nossas plataformas digitais, e em breve nas bancas de todo o país, destaca a consolidação da rivalidade entre Palmeiras e Flamengo, com ênfase na boa gestão dos dois clubes.

Capa da edição de outubro da Revista PLACAR -
Capa da edição de outubro da Revista PLACAR – PLACAR/Reprodução
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