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Futebol feminino: seleção americana é eleita Atleta do Ano pela ‘Time’

Campeã mundial na França, equipe liderada por Megan Rapinoe se destacou também por lutar por valorização ao esporte entre mulheres

Por Da Redação Atualizado em 27 set 2021, 12h06 - Publicado em 12 dez 2019, 10h35

A Atleta do Ano de 2019 escolhida pela revista americana Time não foi uma jogadora, mas sim uma equipe, a seleção feminina de futebol dos Estados Unidos. O time liderado pela capitã Megan Rapinoe não apenas conquistou o tetracampeonato da Copa do Mundo, na França, como também inspirou um discurso social em favor da valorização das mulheres no esporte.

O destaque foi a vitória sobre a Holanda por 2 a 0 na final da Copa, no estádio Parc Olympique Lyonnais, em Lyon, com gols de Megan Rapinoe e Rose Lavelle. Na comemoração, e particularmente durante o desfile comemorativo em Nova York, as atletas reivindicaram pagamentos iguais aos recebidos pelos homens.

“Se havia alguma dúvida de que esta equipe transcendia o esporte, isto ficou enfaticamente claro quando ela voltou da França, no desfile no Canyon dos Heróis, em Nova York. Milhares de torcedores alinharam-se nas ruas de Manhattan para compartilhar a alegria arrebatadora de 23 mulheres cujo orgulho absoluto de suas realizações e determinação parecia marcar uma nova era”, escreveu a Time, em seu artigo dedicado à seleção.

A equipe não fez a tradicional visita dos campeões americanos à Casa Branca, na capital Washington, em consequência de farpas trocadas entre o presidente Donald Trump e a capitã Rapinoe durante o Mundial. A jogadora, Bola de Ouro e eleita melhor do mundo pela Fifa neste ano, não cantou o hino nacional ou colocou a mão no peito em nenhuma das partidas, em forma de protesto contra a federação, a desigualdade entre homens e mulheres e em defesa da comunidade LGBTQ+.

Seleção americana é eleita Atleta do Ano pela 'Time'
. Time/Reprodução

Na esteira das reivindicações das atletas americanas, patrocinadores vêm apoiando cada vez mais a liga de futebol feminino nos EUA, onde a maioria das jogadoras da seleção atua durante toda a temporada regular. Também vem sendo discutida a possibilidade da criação de um campeonato de expansão.

(com agência EFE)

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