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Fred, do ‘Desimpedidos’: ‘Amo primeiro o futebol e depois o meu time’

Youtuber palmeirense falou a PLACAR sobre a emoção de comemorar duas Libertadores em 2021 e relembrou polêmica por ter vestido a camisa do Flamengo

Por Luiz Felipe Castro Atualizado em 28 dez 2021, 11h04 - Publicado em 28 dez 2021, 09h00

As bolas, camisas emolduradas e uma réplica da taça da Copa Libertadores espalhadas pela sala dão a medida da paixão por futebol de Bruno Carneiro, mais conhecido como Fred, youtuber do canal esportivo Desimpedidos. Ele recebeu a reportagem de PLACAR em sua casa, no bairro nobre de Alphaville, na grande São Paulo, no início de dezembro, pouco depois de retornar de Montevidéu, no Uruguai, onde viu seu time do coração, o Palmeiras, faturar o tricampeonato da Libertadores em uma final emblemática diante do Flamengo. “Tudo conspirou para um clima histórico. Foi uma das maiores emoções da minha vida”, contou.

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Aos 32 anos, Fred vive um novo momento, mais maduro. Em julho, nasceu seu primeiro filho, Cris (o nome é uma homenagem ao ídolo Cristiano Ronaldo), do casamento com a também influencer Bianca Andrade. Ele segue em plena atividade no Desimpedidos, canal com mais de 9 milhões de inscritos do qual faz parte desde 2015, e diz que um de seus objetivos é promover um ambiente de maior harmonia entre os torcedores, especialmente os mais jovens.

“A pessoa ser apaixonada pelo time dela não tem problema nenhum, desde que não agrida ou ofenda a outra. Isso é algo que me incomoda e que eu busco mudar nas próximas gerações. Pessoas da minha idade ou mais velhas que têm esse clubismo tóxico, de querer bater em rival, quebrar a sede do time… esses eu sei que não vou conseguir recuperar mais. Fico mais preocupado com as gerações que estão vindo, eu falo com um público mais jovem e felizmente as pessoas que me seguem conseguem entender que amo primeiro o futebol e depois amo meu time” conta Fred.

“Todo mundo fala que ‘não é só futebol’. Eu vou na contramão, acho que é só futebol. É algo, gigantesco, maravilhoso, mas é só um jogo. Nos 90 minutos você xinga, extravasa, mas depois que acaba vai cada um para sua casa, não tem por que correr risco por causa disso.” (Assista, abaixo, à entrevista na íntegra)

O próprio Fred chegou a ser vítima de hostilidade de torcedores de ambos os finalistas da Libertadores. A confusão teve início anda em 2019, quando Fred assistiu à final entre Flamengo e River Plate, em Lima, no Peru, em meio a rubro-negros que comemoraram o título. Um dia antes, ele chegou a vestir a camisa do Flamengo. Ele, então, foi acusado por palmeirenses de traição e chegou a ser ameaçado nas redes sociais. “Cheguei a cogitar não ir para o Uruguai por conta disso. Se o Palmeiras perdesse iam dizer que é culpa minha, que sou pé-frio, que sou flamenguista… se o Flamengo perdesse iam dizer que eu queria pegar mídia do Flamengo (…) Mas essa final me ajudou a tirar um pouco dessa imagem”, considera.

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Ele admite que torceu pelo Flamengo em 2019, mas de maneira totalmente diferente. “Um time brasileiro, jogando muito, contra um argentino? Nunca que eu ia torcer para o argentino! Eu perdi um monte de seguidor na época, mas ganhei outros que entendem a minha mensagem. Prefiro ter como seguidor quem entende minha mensagem que, independentemente do time que eu torço, eu posso vestir qualquer camisa e torcer pelo futebol, do que pessoas que são totalmente radicais. Torci para o Flamengo aquela vez? Sim, foi um dos jogos mais emocionantes que eu já vi. Mas é totalmente diferente do que quando eu torço pro Palmeiras, fiquei desfigurado com o gol do Deyverson. O Palmeiras mexe comigo como nada mais”, diz o jornalista.

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Durante o papo, Fred lamentou o fato de muitos brasileiros torcerem contra a seleção “talvez tenha virado meio que uma moda” — e recordou as mais emocionantes de suas centenas de entrevistas feitas no canal: aquelas com o ídolo Cristiano Ronaldo. “O estafe blinda muito, é tudo friamente calculado para que nada saia do programado. Na segunda vez, foi melhor. Ele já me conhecia, tinha gostado da entrevista anterior e entendeu que além de jornalista eu sou um fã dele”, contou. Fred se orgulha ao dizer que a primeira entrevista, que tem mais de 23 milhões de visualizações, ajudou a melhorar a imagem do craque português no Brasil.

“Muitas pessoas não tinham uma visão tão boa do Cristiano e depois da entrevista perceberam que ele é muito gente boa, que me tratou super bem. Da segunda vez que fui entrevistá-lo, ele me falou que as estatísticas de um dos patrocinadores dele tinha mudado completamente os números dos brasileiros. De todos os públicos dele no mundo, o maior hoje é o brasileiro, mais que portugueses, espanhóis, ingleses. Isso para mim é uma satisfação muito grande, porque é de coração, eu amo o Cristiano Ronaldo. A metodologia dele me ajudou muito a chegar onde estou.”

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Fred, que possui 8,3 milhões de seguidores no Instagram e é amigo próximo de diversos atletas de elite falou sobre os efeitos nocivos da fama. “Muitos deles se acostumam, mas muitos deles têm um quadro de depressão e não conseguem reconhecer. Muita gente diz que gostaria de ter a vida de jogador, mas que vida eles têm?”, questiona, antes de lembrar de um episódio vivido em Chicago com o ex-jogador Kaká, um dos sócios do Desimpedidos. “Eu disse que o restaurante onde comemos estava a 2,5 km de nosso hotel e ele sugeriu que fossemos a pé. Eu estranhei e ele me disse que sente falta de andar. O cara sente falta de andar na rua! Ele me disse que conhece o mundo inteiro sem conhecer nada, pois só ia do hotel para os estádios.”

Por fim, Fred projetou um 2022 tão bom quanto 2021, mas não titubeou quando questionado se preferiria comemorar o tetra da Libertadores pelo Palmeiras ou o hexa da Copa do Mundo pela seleção. “Vai ter torcedor palmeirense bravo comigo, mas essa é fácil: sem dúvidas, o hexa da seleção. Se o Palmeiras ficar cinco anos sem cair para a segunda divisão já está ótimo, porque o que a gente está vivendo é impressionante (…) Eu gostaria muito de viver o hexa no Catar.”

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