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FPF recua em medida judicial e suspende a 5ª rodada do Paulista

Nova reunião entre a entidade e os clubes ocorrerá nesta segunda-feira, 22, para discutir o rumo do estadual; medida judicial conjunta não agrada a clubes

Por Klaus Richmond Atualizado em 23 set 2021, 20h16 - Publicado em 18 mar 2021, 14h29

A Federação Paulista de Futebol (FPF) anunciou em reunião emergencial virtual com representantes dos clubes da elite do Campeonato Paulista, no início da tarde desta quinta-feira, 18, que suspenderá a rodada deste fim de semana, recuando inicialmente com a projeção de uma ação judicial conjunta para tentar obter liminar que autorizasse as partidas da competição.

“O Dr. Rui Fragoso, do escritório Fragoso Advocacia, apresentou para avaliação de todos os clubes o conceito de judicialização do caso. Embora tenham argumentos jurídicos e científicos que sustentem a segurança do Protocolo de Saúde do futebol, FPF e clubes decidiram por não ingressar neste momento com Mandado de Segurança”, disse a entidade, em trecho da nota publicada.

De acordo com a FPF, ainda não há uma nova data para a disputa da quinta rodada, que contaria com oito jogos, quatro deles no sábado e outros quatro no domingo. O principal seria o clássico entre Palmeiras e São Paulo, no Allianz Parque.

No encontro anterior, na terça-feira, 16, os presidentes Marcos Chedid, do Red Bull Bragantino, e Andrés Rueda, do Santos, ponderaram uma medida judicial. Em suas falas, os dirigentes disseram que acatariam a decisão da maioria, mas sugeriram evitar um confronto direto com o governo estadual.

“Pedimos um meio termo, um jeito de não radicalizarmos, de irmos para a Justiça. Seria como forçar uma situação e não há ambiente para isso. Temos que buscar entendimento e uma outra situação que o governo aceite para reforçar o nosso protocolo. Talvez jogarmos em um estádio afastado, não sei, mas precisamos de um bom termo, de equilíbrio. É momento de diálogo e convencimento, mas o que a FPF desejar caminhar, vamos concordar”, explicou Chedid a PLACAR.

A decisão de não parar o campeonato teve apoio unânime dos 16 clubes, além de representantes de sindicados de atletas, árbitros e treinadores. Na nota anterior, a entidade citou que “o protocolo de saúde do futebol é extremamente seguro” e que a proposta de “bolha de segurança” apresentada ao governo estadual “garante um controle ainda maior na organização da competição em São Paulo”. Além disso, também afirmou que recorreria a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A principal alternativa, a de continuidade do campeonato fora do estado, ficou mais difícil de acontecer após o anúncio do secretário de saúde do governo de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, que decretou a proibição de jogos de futebol de equipes de outros estados em território mineiro. Todo o estado entrará na fase mais restritiva do programa de enfrentamento à Covid-19.

De acordo com o presidente do Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo, Rinaldo Martorelli, existe a possibilidade do campeonato continuar sendo disputado no Mato Grosso do Sul, mas a hipótese ainda não é confirmada pela entidade. Uma nova reunião entre os clubes e a FPF ficou agendada para a próxima segunda-feira, às 10h.

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