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Flamengo tenta acelerar compra de clube europeu: ‘É só o 1º passo’

Com o aporte milionário de investidores, clube carioca corre para acertar a compra do Tondela, equipe que ocupa a décima colocação no Campeonato Português

Por Da Redação 21 out 2021, 13h44

O Flamengo intensifica nos bastidores a compra do Clube Desportivo de Tondela, equipe que ocupa a décima colocação no Campeonato Português. Em entrevista ao ge.com, o vice-presidente de finanças do clube carioca, Rodrigo Tostes, revelou que este é apenas o primeiro passo de um projeto ambicioso para adquirir outras equipes espalhadas pelo mundo. Procurado pela PLACAR, o Tondela ainda não se manifestou sobre o assunto.

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“A gente queria ainda este ano (concluir a negociação). Está apertado. Bem apertado, por uma série de fatores. A gente ainda trabalha com o prazo deste ano. Mas está bem apertado, não é fácil. Estamos trabalhando pesado”, disse Tostes.

”Esse é só o primeiro passo. Essa estratégia não vai funcionar se for um clube só fora do Brasil. Todos (possíveis investidores) com quem estamos conversando colocam isso, a gente coloca isso. A gente quer ter um clube na Alemanha, um na Espanha, um na França, na África, na China, nos Estados Unidos, ou seja, não é um projeto de um clube só”, completou o dirigente.

As primeiras citações sobre o interesse surgiram em agosto. Na ocasião, havia a indicação de que o negócio poderia já estar fechado por cerca de 14 milhões de euros (91 milhões de reais). A informação foi negada pelo espanhol David Belenguer, ex-jogador e presidente da sociedade anônima que controla o clube português.

Ex-jogador David Belenguer é o responsável pela sociedade anônima do Tondela -
Ex-jogador David Belenguer é o responsável pela sociedade anônima do Tondela – Alberto Alcocer/Getty Images

“Não há nada assinado ou acertado, é o que posso dizer. De resto, não posso estar sempre desmentindo boatos que são criados. Nos últimos dois anos, a cada verão, surgem informações desse tipo e não é correto da minha parte, do ponto de vista empresarial, estar sempre comentando sobre isso”, disse ao Maisfutebol.

Desde novembro de 2018, Belenguer adquiriu 80% do clube. Na época, ele era gestor da Hope Group, fundo chinês com participação no Granada, da Espanha, e no Parma, da Itália, mas sempre assegurou não haver envolvimento dos chineses com os portugueses.

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”(O tempo para início da segunda fase) Depende do sucesso do primeiro “case”. A gente precisa de pelo menos três anos para maturar esse projeto, levar o clube para as primeiras posições do Campeonato Português, essa é a ideia. Depois disso a gente pensa na fase dois”, afirmou Tostes

Em setembro, o cartola visitou a sede do clube e assegurou que mesmo em caso de acordo não há ideia de mudanças do nome original da equipe. A meta é fazer projetos separados, não uma filial,  o que garantiria ao clube carioca percentuais em negociações de atletas e receitas.

Para viabilizar o negócio, o Flamengo criaria uma “offshore”, termo em inglês usado para definir uma empresa aberta em outros países, normalmente locais onde as regras tributárias são menos rígidas e não é necessário declarar o dono, bem como a origem e o destino do dinheiro.

Presidente Rodolfo Landim é candidato a reeleição no clube carioca -
Presidente Rodolfo Landim é candidato a reeleição no clube carioca – Paula Reis/Flamengo/Divulgação

Segundo o documento que mostra a estrutura empresarial do negócio, a empresa atrelada ao Flamengo, a “Clube Regatas Internacional”, ficaria com 35% do negócio, enquanto os outros 65% restantes seriam compostos por investidores, que aportariam 50 milhões de euros (328 milhões de reais). O clube não colocará dinheiro na operação.

“Pensa o seguinte: por que não tem alguém que venha aqui e coloque 50 milhões de euros? Porque é a primeira vez que isso está sendo feito na América Latina dentro das condições que estamos propondo de fazer “valuation de brand” (avaliação do valor da marca), aportar marca, de um clube que não tem dono. Então tem uma série de coisas a serem mostradas ao investidor para que ele entenda que isso é seguro. Esse negócio é um divisor de águas na América Latina. A gente entende que do outro lado vejam risco”, explicou Tostes.

O objetivo, em caso de acerto, é participar com o Tondela, em até três anos, da Conference League e, posteriormente, da Liga Europa e Liga dos Campeões. Segundo Tostes, três anos é o período de maturação do projeto.

Vale lembrar que o Flamengo terá eleições ainda neste ano, em dezembro. O atual presidente Rodolfo Landim será candidato à reeleição, com Rodrigo Dunshee de Abranches como vice-presidente geral.

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