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Flamengo rebate acusações e diz que apoia famílias de vítimas de incêndio

Familiares dos atletas alegaram que até agora não foram procurados por representantes do time rubro-negro; clube nega

Por Estadão Conteúdo 19 mar 2019, 22h55

O Flamengo rebateu nesta terça-feira, 19, acusações dos advogados que representam sete famílias das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu, que matou dez jogadores das categorias de base do clube e deixou três feridos no último dia 8 de fevereiro. Horas antes da manifestação oficial do clube, representantes legais de familiares dos atletas Christian Esmério, Gedson, Pablo, Jorge Eduardo, Arthur, Samuel e Rykelmo, todos mortos no incêndio do dia 8 de fevereiro, alegaram, em uma entrevista coletiva, que até agora não foram procurados por representantes do time rubro-negro. Eles também reclamaram da falta de atenção do clube com a situação vivida pelas famílias.

Em nota divulgada depois da coletiva, o clube negou que esteja sendo negligente com as vítimas. “O Flamengo vem dando sim todo apoio material e psicológico às famílias dos atletas.” O texto também afirma que os parentes receberam ajuda financeira com passagens aéreas e hospedagem, além de R$ 5 mil mensais para quem ainda não chegou a um acordo de indenização.

O Flamengo diz que já fechou acordo com uma família e segue negociando com outras três, mas não divulgou os nomes das mesmas. Segundo o clube, em relação aos 16 sobreviventes do incêndio, 13 já tiveram um acordo fechado. Os nomes dos atletas também não foram divulgados. A nota ainda diz que o clube “segue aberto para novas negociações”.

Por outro lado, os advogados afirmam que não foram procurados. “Ninguém foi procurado. O que queremos é a situação que se resolva”, disse um dos representantes das vítimas. O clube alega que em reunião no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que ocorreu em fevereiro, as conversas foram encerradas, já que os advogados não concordaram com os valores propostos pelo clube como indenização.

O Ministério Público do Rio de Janeiro sugeriu que as famílias de cada vítima recebam R$ 2 milhões, além de R$ 10 mil mensais até o ano em que o atleta fosse completar 45 anos. O Flamengo não concordou com os valores e a negociação foi interrompida. Segundo os advogados, a tendência é a de que o caso seja levado para a Justiça, o que deverá fazer com que o mesmo se arraste por bastante tempo até que o processo seja concluído.

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