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‘Fiquei dois minutos com Bolsonaro’, diz o ex-jogador Tinga

Ídolo do Internacional diz que seu encontro foi com o ministro Onyx Lorenzoni e chamou sua participação no discurso do presidente de “fake news”

Por Alexandre Senechal Atualizado em 23 set 2021, 22h34 - Publicado em 25 mar 2020, 12h46

O ex-jogador Paulo César Fonseca do Nascimento, o Tinga, nega que tenha feito parte da equipe que preparou o discurso feito pelo presidente Jair Bolsonaro, lido à nação em cadeia nacional de rádio e televisão na noite desta terça 24. O gaúcho de 42 anos afirma que esteve no Palácio do Planalto a convite ministro da Cidadania Onyx Lorenzoni para tratar de pautas relacionadas ao futebol e ao projeto social ligado ao esporte que o ex-atleta mantém em Porto alegre.

“Fui chamado pelo Onyx para falar algumas coisas em relação a futebol e a questão social. A agenda estava marcada semana passada, mas mudou para terça-feira. Em determinado momento, ele me convidou para conversar com o presidente. Fiquei dois minutos lá dentro”, contou a VEJA em rápido contato por telefone.

A informação de que Tinga fez parte de uma reunião que definiu o conteúdo do pronunciamento nacional de Bolsonaro foi publicada na manhã desta quarta-feira 25 pelo jornal Folha de S. Paulo. O ídolo de Grêmio e Internacional classificou a informação como “fake news”.

“Fiquei feliz por ser chamado para ter um contato sobre futebol. Todas as federações deveriam fazer isso com os ex-atletas. Não tenho partido, nem ideologia. Não estava na agenda conhecer o presidente”, explicou.

Sobre ter saído de casa no período do surto de coronavírus, Tinga disse que estava “agoniado” e resolveu ir à Brasília. “Se você achar que é um crime, tem o direito de achar. Atire a primeira pedra quem não saiu nos últimos 10 dias. Mas isso não tem nada a ver com o discurso do presidente”.

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Confira a nota enviada por Tinga sobre o caso:

Estou vindo a público para esclarecer sobre a notícia de que participei de uma reunião em Brasília para colaborar no discurso do presidente Jair Bolsonaro. 

Há duas semanas recebi uma ligação do ministro da Cidadania Onyx Lorenzoni que queria conversar sobre futebol e questões sociais. Nesse mesmo dia, Lorenzoni me convidou a ir à Brasília para ouvir minha opinião sobre o tema. A reunião foi agendada para essa terça-feira, dia 24 de março. Ao término, o ministro me levou até ao gabinete da presidência da república para me apresentar ao presidente Jair Bolsonaro.

Nosso encontro não fazia parte da agenda da presidencial, muito menos para tratar de qualquer assunto de caráter oficial. Nos poucos minutos em que estive no gabinete, conversamos apenas sobre amenidades. Em instante nenhum foi sequer ventilado que o presidente iria fazer um pronunciamento à nação no período da noite.

A notícia que liga a minha pessoa ao conteúdo da fala do presidente Jair Bolsonaro não faz nenhum sentido. Lamento que o jornalista que veiculou a matéria não tenha me procurado para checar e/ou confirmar as informações.

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