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Fifa: transferências movimentaram US$ 48,5 bi na década; Brasil é destaque

Estudo da entidade apontou 133.225 negociações envolvendo 66.789 jogadores e 8.264 clubes, entre 2011 e 2020; atletas brasileiros são os mais vendidos

Por Da Redação Atualizado em 23 set 2021, 17h24 - Publicado em 30 ago 2021, 12h34

A Fifa divulgou nesta segunda-feira, 30, um estudo sobre o mercado de transferências internacionais, nos últimos dez anos. De 2011 a 2020, foram realizados 133.225 negociações, entre vendas e empréstimos, envolvendo 66.789 jogadores e 8.264 clubes, movimentando 48,5 bilhões de dólares (equivalente a 252,2 bilhões de reais pela cotação atual). A pesquisa não leva em conta as negociações domésticas, ou seja, entre clubes de um mesmo país, e tem o futebol brasileiro como grande destaque.

No recorte por nacionalidades, o Brasil lidera com sobras: 15.128 atletas do país foram envolvidos em transferências internacionais no período. A Argentina é a segunda com 7.444 e os jogadores britânicos fecham o pódio com 5.523.

Na relação de valores, os brasileiros também movimentaram mais dinheiro: 7.1 bilhões de dólares (36 bilhões de reais); a França é a segunda com 4.5 bilhões de dólares e a Nigéria é a Espanha é a terceira com 3.6 bilhões de dólares. O atacante Neymar foi responsável pela maior de todas as transferências: trocou o Barcelona pelo PSG em 2017 por 200 milhões de dólares.

Todos os 30 clubes que mais realizaram compras no período são europeus, sendo 12 da Premier League, a primeira divisão inglesa. Turbinado por recursos do governo dos Emirados Árabes Unidos, o O Manchester City lidera com 130 jogadores contratados, seguido por Chelsea (95), Barcelona (75), PSG (59) e Real Madrid (55). Dentre os que mais vendem, destaque para os clubes portugueses: o Benfica lidera com 311 saídas, seguido pelo rival Sporting (266); Chelsea (260), Atlético de Madrid (121)  e Barcelona (106) completam o top 5.

Portugal e Brasil também se destacam na lista que leva em conta o balanço entre gastos e receitas com negociações. Sporting, Benfica e Porto foram os clubes com maior saldo positivo. O futebol brasileiro tem sete representantes no top 30: São Paulo (7º), Santos (20º), Flamengo (21º), Corinthians (23º), Fluminense (24º), Grêmio (25º) e Internacional (29º). 

A maior ocorrência de vendas foi de clubes do Brasil para Portugal (1.556 transferências), seguido por Inglaterra-Escócia (1.239) e Portugal-Brasil (934) – neste último caso, há grande incidência de atletas brasileiros retornando ao país. Embora seja o país que mais vende, o Brasil é apenas o sétimo colocado na lista de valores recebidos (2.8 bilhões de dólares ficaram com os clubes nacionais). A Espanha lidera com 6.2 bilhões de dólares, seguida por Inglaterra (5.2 bilhões de dólares) e França (4.9 bilhões de dólares).

O Fluminense é o clube brasileiro que mais empresta jogadores, o sexto na lista geral, com 141 registros. Grêmio Anápolis (122 empréstimos) e Tombense (73), dois clubes pequenos que costumam servir de “ponte” para outras negociações ocupam as 30 primeiras posições. O Manchester City lidera com 232 empréstimos.

No recorte por confederações, o Flamengo é o representante da Conmebol que mais gastou com compras internacionais, seguido por Atlético-MG, Boca Juniors, Corinthians e Palmeiras. No total, 83% das negociações se referem a atletas jovens, entre 18 e 29 anos.

 

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