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Fifa recebe mais de R$ 1 bilhão como compensação de crimes de cartolas

Departamento de Justiça dos Estados Unidos recuperou 201 milhões de dólares do escândalo Fifagate, que prendeu dirigentes como José Maria Marin, em 2015

Por Da Redação Atualizado em 23 set 2021, 17h29 - Publicado em 24 ago 2021, 16h28

A Fifa anunciou nesta terça-feira, 24, que recebeu 201 milhões de dólares (equivalente a 1,05 bilhão de reais pela cotação de reais) do Departamento de Justiça dos Estados Unidos como uma compensação pelas perdas sofridas pela entidade que rege o futebol mundial, e também pela Concacaf e pela Conmebol, no escândalo de corrupção que ficou conhecido como Fifagate. O esquema levou à prisão dezenas de dirigentes, incluindo o então presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, a partir de 2015.

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A entidade informou em nota que “esse dinheiro foi apreendido de contas bancárias de ex-funcionários que estiveram envolvidos, e depois foram processados, por anos de esquemas de corrupção no futebol. Os fundos irão para o recém-formado Fundo Mundial de Remissão do Futebol, estabelecido pela Fundação FIFA para ajudar a financiar projetos relacionados ao futebol com impacto positivo na comunidade em todo o mundo”.

“Estou muito feliz em ver que o dinheiro que foi desviado ilegalmente do futebol está voltando para ser usado para os fins próprios, como deveria ter sido em primeiro lugar”,afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, sucessor de Joseph Blatter, que foi obrigado a deixar o cargo após o escândalo. As primeiras prisões aconteceram em 27 de maio de 2015, em Zurique, na Suíça, justamente no dia da votação que reelegeria o cartola suíço.

José Maria Marin, hoje com 89 anos, passou quase cinco anos preso nos Estados Unidos até ser autorizado a retornar ao Brasil no ano passado, em meio à pandemia do novo coronavírus, por ser do grupo de risco. O ex-governador de São Paulo foi condenado a pagar uma multa de 4,5 milhões de dólares e condenado pela Corte Federal do Brooklyn a quatro anos de prisão por organização criminosa, fraude bancária e lavagem de dinheiro.

Um dos principais delatores do caso que envolvia o recebimento de propinas na venda dos direitos comerciais de competições como a Libertadores e a Copa América foi o empresário brasileiro J.Hawilla, fundador da empresa Traffic, morto em 2018. Os ex-presidentes da CBF Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero também respondem a uma série de denúncias sobre o Fifagate e foram banidos do futebol por isso, mas nunca foram presos pois o Brasil não extradita seus cidadãos.

O Fundo Mundial de Remissão do Futebol será operado pela Fundação Fifa,um órgão independente que visa promover mudanças sociais em todo o mundo por meio do futebol. O Fundo, que se destina a ter um enfoque particular em programas juvenis e comunitários, terá recursos destinados a projetos da Concacaf e da Conmebol. A entidade garante que “todos os projetos serão submetidos a um acompanhamento rigoroso, auditoria e verificações de conformidade para garantir total transparência e responsabilidade”.

 

 

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