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Fábio não é o único: os ídolos que também saíram pela porta dos fundos

Casos como o do goleiro cruzeirense são fartos no futebol brasileiro; Tevez, Kaká e Fernando Prass são exemplos de craques com saídas conturbadas

Por Da redação 6 jan 2022, 14h58

O fim repentino da passagem de quase 18 anos do goleiro Fábio pelo Cruzeiro, após o jogador recusar o tempo de contrato reduzido proposto pela nova gestão do clube comandada por Ronaldo, foi mais um caso de um ídolo deixando o time onde fez história pela porta dos fundos. A torcida se revoltou nas redes sociais e motivou até uma nota oficial da Raposa se justificando pela decisão, mas não teve jeito: o camisa 1 deu adeus sem nem mesmo uma despedida em campo.

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Relembre outros casos de jogadores que brilharam por um time e depois tiveram saídas conturbadas:

Tevez (Corinthians)

Tevez jogou no Corinthians em 2005 e 2006 -
Tevez jogou no Corinthians em 2005 e 2006 – Renato Pizzutto/VEJA

Melhor jogador do time campeão brasileiro de 2005, o argentino foi a grande contratação da “Era MSI” e conquistou a torcida do Corinthians misturando raça, talento e gols decisivos na medida certa. Mas a saída foi traumática: no meio de 2006, após fazer um gesto de “cala boca” para as arquibancadas e ter seu carro chutado por torcdores, ele foi vendido para o West Ham, da Inglaterra, sob gritos de “mercenário”.

Kaká (São Paulo)

Kaká teve saída conturbada em 2003 -
Kaká teve saída conturbada em 2003 – Alexandre Schneider/Getty Images

Grande revelação do São Paulo no início do século, o meia-atacante fez uma temporada fantástica pelo clube em 2002, que terminou com a derrota na final do Brasileirão para o Santos. Mas a lua de mel terminou em 2003. A torcida tricolor chegou a atirar pipocas em Kaká após seguidas derrotas para o Corinthians, e no meio do ano ele foi fazer história no Milan.

Fernando Prass (Palmeiras)

Símbolo da ascensão palmeirense, Prass deixou o clube chateado -
O goleiro Fernando Prass, do Palmeiras, durante partida contra o São Paulo Felipe Cotrim/VEJA.com

Símbolo de uma era de reconstrução do Palmeiras após jogar a Série B de 2013 e depois viver o período de títulos do clube que começou com a parceria com a Crefisa em 2015, Prass teve uma despedida nada cerimoniosa do Verdão. A diretoria optou por não renovar o contrato do goleiro, então com 41 anos, no final de 2019. Torcedores reclamaram, mas não adiantou, e no ano seguinte ele foi jogar no Ceará.

Ricardinho (Corinthians)

Ricardinho com a camisa do Corinthians em 2001 -
Ricardinho com a camisa do Corinthians em 2001 – Arquivo/Placar
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Um dos principais jogadores do período multicampeão do Corinthians no final dos anos 90 e início dos 2000, Ricardinho surpreendeu ao acertar sua ida para o rival São Paulo logo depois de voltar da Copa do Mundo de 2002, onde havia conquistado o penta com a seleção. A torcida não deixou barato, e ele foi mais um a sair xingado de “mercenário”.

Vagner Love (Palmeiras)

Love sofreu rejeição na última passagem pelo Palmeiras -
Love sofreu rejeição na última passagem pelo Palmeiras – Cesar Grecco/SE Palmeiras/Divulgação

Cria da base do Palmeiras, Love ganhou o coração da torcida na Série B de 2003 e voltou já consagrado como jogador de seleção brasileira em 2009, para ser a “cereja no bolo” de um time que liderava o Campeonato Brasileiro. Mas deu tudo errado. Love não conseguiu engatar boas atuações, o Verdão despencou para quinto colocado, e o jogador ainda foi agredido por torcedores na saída de um banco. No ano seguinte, ele iria para o Flamengo formar o “Império do Amor” ao lado de Adriano.

Ganso (Santos)

Ganso trocou o Santos pelo rival São Paulo em 2012 -
Ganso trocou o Santos pelo rival São Paulo em 2012 – Rodrigo Coca/ Fotoarena/VEJA

Destaque ao lado de Neymar no time que ganhou o Paulista e a Copa do Brasil em 2010 empilhando goleadas, Paulo Henrique Ganso parecia pronto para ser o próximo grande craque do meio-campo do Brasil. Mas uma lesão no joelho em agosto daquele ano mudou o rumo de uma carreira promissora. Entre altos e baixos, o camisa 10 acabou deixando o Santos em 2012 para ir jogar no rival São Paulo, após uma longa novela.

Ralf (Corinthians)

Ralf em sua última passagem pelo Corinthians -
Ralf em sua última passagem pelo Corinthians – Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians/Divulgação

O veterano volante, ídolo da Fiel e campeão de praticamente tudo pelo Corinthians, foi uma das primeiras “vítimas” da gestão de Tiago Nunes no início de 2020. O treinador que veio do Athletico-PR incluiu Ralf em uma lista de dispensas que também contava com outro atleta experiente e vencedor no clube, o meia Jadson. Ralf foi jogar no Avaí, enquanto Nunes foi demitido em setembro do mesmo ano.

Thiago Neves (Cruzeiro)

Thiago Neves foi apontado como culpado pelo rebaixamento do Cruzeiro -
Thiago Neves foi apontado como culpado pelo rebaixamento do Cruzeiro – Vinnicius Silva/Raw Image//Folhapress

Jogador decisivo, dono de diversos títulos e provocador, Thiago Neves era um dos preferidos da torcida do Cruzeiro até pouco tempo atrás. Mas o ano de 2019 mudou tudo isso. Com a Raposa brigando para não cair para a Série B, vazou um áudio do meia cobrando o dirigente Zezé Perrella por salários atrasados antes de um duelo direto com o CSA. Na partida, Neves isolou um pênalti e o Cruzeiro perdeu por 1 a 0. A torcida se revoltou, o time caiu e o jogador quase foi parar no rival Atlético-MG, mas acertou com o Grêmio. O Cruzeiro segue na segunda divisão até hoje.

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