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Em crise, Neymar surfa ondas grandes nas redes

Jogador perdeu valor de mercado e espantou patrocinadores, mas cresceu nas redes sociais

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 28 set 2021, 11h29 - Publicado em 21 jun 2019, 12h48

Neymar está em alta, pelo menos nas redes sociais. Mesmo depois de perder 275 milhões de reais em valor de mercado de acordo com o instituto europeu CIES Football Observatory e ver patrocinadores cancelarem campanhas publicitárias depois da denúncia de estupro e violência acusação, o atacante do Paris Saint-Germain conseguiu aumentar seus fãs nas redes sociais.

Entre 3 e 16 de junho, auge do escândalo em que chegou a depor duas vezes, uma no Rio e outra em São Paulo, o atacante conseguiu mais seguidores no Facebook (aumento de 128.000), Twitter (269.000) e YouTube (19.000 seguidores). Os números são da Zeeng, plataforma de inteligência de dados voltada ao setor de marketing e comunicação. No Instagram, rede social que não fez parte do estudo, o jogador ganhou 700.000 seguidores e atingiu a marca de 120 milhões de fãs.

“Estamos analisando os canais sociais do Neymar. Dentre as publicações que ele fez, os comentários dos seguidores e fãs estão totalmente contemplados. Mas nós não analisamos a expressão Neymar nas redes sociais para tentar identificar o que as pessoas falaram”, explica Eduardo Prange, CEO da empresa responsável pelo estudo. “Nos canais dele, existe uma predominância das reações de amor sobre as reações de raiva”, completa o especialista.

“Quando as grandes corporações decidem restringir contratos, elas enxergam uma gestão de crise que dura um bom tempo. Os seguidores nas redes sociais se posicionam com mais rapidez e não esperam todos os acontecimentos. O movimento de engajamento vai numa velocidade diferente do impacto jurídico de uma empresa”, comenta Roberto Gondo, professor de Comunicação e Marketing do Mackenzie.

Antonio Carlos Gobe, professor de Marketing da Pontifícia Universidade Católica (PUC), deixa um questionamento. “Será que o aumento de seguidores nos canais sociais está associado a seguidores efetivos ou a curiosos?”, pergunta o especialista.

Para Luiz Cláudio Zenone, coordenador do MBA em Marketing da PUC, “patrocinadores têm outras métricas de análise do valor da marca que superam muito as métricas de redes sociais. O fato de algum jogador ser um ídolo é, sem nenhuma dúvida, um dos atributos de uma marca (no caso Neymar). Torcedores não avaliam marcas, ainda mais no futebol onde a paixão é determinante. Quem deve analisar a marca são as empresas e negócios que orbitam no mercado da bola”, explica o especialista.

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